Hugo Motta diz que acordo permite buscar apoio de PT a PL para o voto distrital misto

Líderes do Centrão querem votar a reforma eleitoral ainda neste ano, com transição pelo “distritão” em 2030 e voto distrital misto a partir de 2034.

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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e líderes partidários | Foto: Reprodução/CNN Brasil

Lideranças de partidos do Centrão encontraram o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), na quarta-feira (28). Na pauta, estavam uma possível reforma do sistema eleitoral e a proposta de adotar o voto distrital misto.

Pelo que ficou acertado, os parlamentares querem votar a reforma ainda neste ano, antes da posse dos novos deputados, prevista para fevereiro de 2027. Um grupo de trabalho será criado na Casa para debater o tema.

Transição em 2030 e distrital misto a partir de 2034

O texto em construção deve prever um período de transição em 2030 com o chamado “distritão”. A implementação do distrital misto ficaria para 2034, a partir de quando passaria a valer o novo modelo.

Como funcionam os dois modelos em debate

No voto distrital misto, parte dos deputados é escolhida em distritos eleitorais. Cada estado é dividido em distritos, e o eleitor só pode votar em candidatos ligados àquela região. A outra metade das vagas é preenchida por listas partidárias.

Já no “distritão”, metade das cadeiras vai para os candidatos individualmente mais votados em cada estado, que funciona como um único distrito. A parte restante também é definida por lista partidária.

Quem participou e quem ainda resiste

Estiveram no encontro líderes e dirigentes do PP, União Brasil, Republicanos, MDB, PSD, PSDB, Cidadania e Podemos. Integrantes do PSB também compareceram.

Ainda há resistência entre as legendas à mudança, embora ela conte com o apoio dos presidentes dos partidos de centro. Segundo Hugo Motta, o entendimento firmado na reunião permite que as bancadas agora procurem apoio de PT, PCdoB, PV, Rede e Psol, além de PL e Novo, pelo lado da direita.

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A articulação ganhou força depois das eleições, quando a bancada do PL cresceu e partidos do centrão perderam espaço na Câmara. A ideia é diminuir o efeito dos “puxadores de votos”, candidatos com votação expressiva que, pelo sistema proporcional atual, ajudam a eleger colegas da mesma legenda.

PSD anuncia apoio ao voto distrital misto

Na terça-feira (27), o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, defendeu a adoção do voto distrital misto em evento com empresários, em Brasília. Para ele, o modelo aproximaria mais os eleitores dos parlamentares.

Kassab foi direto ao anunciar a posição da legenda Pela primeira vez, o PSD fechará questão em relação ao voto distrital misto no sentido de dar o apoio a esse projeto”, afirmou.

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