Flávio teve mais de 50 milhões de votos, mas só o PL o vê como candidato natural em 2030

Tarcísio de Freitas ganha força no Centrão e no Republicanos, que o veem como alternativa ao desgaste do sobrenome Bolsonaro.

3 min

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (à esquerda), e a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro (à direita)
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (à esquerda), e a...
▼

A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) nas urnas reabriu o debate sobre o futuro do bolsonarismo e sobre quem deve liderar a direita brasileira. Dentro do campo conservador, cresce a defesa de renovação e a dúvida sobre até quanto o nome Bolsonaro ainda rende votos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na segunda-feira (26), durante o CNN 360º, o analista de Política Pedro Venceslau afirmou que a tese de que Flávio Bolsonaro é o candidato natural em 2030 é contestada por outros setores da direita e aparece, na prática, sustentada apenas pelo próprio PL.

O argumento do partido é o de que ele recebeu mais de 50 milhões de votos e seria a principal liderança do campo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Centrão quer se descolar do bolsonarismo

Parte do Centrão e alas mais moderadas da direita, inclusive dentro do PL, defendem que chegou a hora de se afastar do bolsonarismo e apostar em novos quadros. Nesse cenário, o nome do governador Tarcísio de Freitas ganha força. Segundo Venceslau, o Republicanos, partido de Tarcísio, já o aponta como candidato natural à Presidência em 2030.

O analista disse ainda que parte do Centrão lamentou que o candidato de 2026 tenha sido Flávio Bolsonaro, e não Tarcísio. “Foi por isso que o Centrão demorou para embarcar na candidatura, desconfiava da viabilidade política dele e achava que Tarcísio poderia ter vencido a eleição no primeiro turno. A rejeição que vem junto com o sobrenome Bolsonaro comprometeu a possibilidade de vencer e tirar o PT do poder”, afirmou Venceslau.

Michelle e Nikolas aparecem como nomes do PL

Outros nomes também surgem como possíveis lideranças. A ex-primeira-dama e senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF) carrega o sobrenome da família, mas tem uma autonomia política que, na avaliação do analista, a diferencia dos demais integrantes do clã. “A relação dela com os filhos do Jair Bolsonaro sempre foi meio tumultuada, tiveram algumas crises. A expectativa é que, no Senado, ela tenha luz própria”, destacou Venceslau.

De acordo com ele, o PL já traça planos para que Michelle lidere o bloco da oposição ou mesmo a bancada do partido. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também é citado como liderança emergente, mas seu projeto imediato é disputar o governo de Minas Gerais em 2030, quando já terá idade para concorrer ao cargo.

Leia também

Enquanto isso, a avaliação predominante entre os partidos de direita é que Flávio Bolsonaro sai enfraquecido da eleição. “Ele perde capital político depois dessa eleição por conta dos erros que ele teria cometido ao longo do processo”, concluiu Venceslau.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!