Hugo Motta ganha apoio de PT, PV e PCdoB para se reeleger na presidência da Câmara

Com a adesão da esquerda ao blocão do centrão, Motta já tem maioria no papel, e o grupo mira barrar o PL, que tem 121 eleitos e quer comandar a Câmara em 2027.

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Coletiva de imprensa. Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) | Foto: Reprodução/CNN Brasil
Coletiva de imprensa. Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo M...
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A federação formada por PT, PV e PCdoB anunciou apoio à reeleição do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara dos Deputados. A decisão foi comunicada na terça-feira (27), em coletiva de imprensa na Casa, dois dias depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Com o anúncio, as siglas se juntam ao blocão de centrão, que já tinha fechado apoio a Hugo. A articulação tem como alvo o PL (Partido Liberal), que também quer comandar a Casa. No papel, Motta já tem maioria para permanecer no cargo.

Quais partidos formam o bloco de apoio a Hugo

O grupo reúne União Brasil, PP, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania, Podemos, PSD e Solidariedade. Ao lado da federação de esquerda, essas legendas formam a base que o deputado paraibano pretende manter para a votação.

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Os parlamentares dizem que o acordo nasce de uma aproximação entre a esquerda e o centro. O objetivo, segundo eles, é dar sustentação ao governo Lula e colocar a agenda do Executivo como prioridade na Câmara. O pacto, afirmaram, deve durar os próximos quatro anos.

O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), citou o resultado das urnas como o principal motivo. Para ele, a aliança vai ajudar a levar adiante o programa do governo e as cobranças “que o Brasil pediu nas ruas”. “Essa composição é estratégica para os próximos quatro anos, para dar governabilidade ao governo do presidente Lula e avançar a pauta das nossas três bancadas”, afirmou.

Uczai também disse que a união com o centro combina com a escolha feita pelo eleitor no domingo, mas não com a direita. Na visão dele, quem perdeu a disputa nas urnas não deveria ganhar espaço na Câmara.

PL tenta voltar ao comando com bancada de 121 eleitos

Em 2025, o mesmo grupo sustentou uma votação ampla para Hugo, que chegou a 444 votos em uma coalizão de 17 partidos, entre eles PT e PL. Para 2027, porém, o PL pretende disputar a presidência da Casa e conta com uma bancada de 121 parlamentares eleitos.

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Aliados do deputado o veem como peça-chave para Lula governar. Eles destacam o perfil moderado de Hugo e a capacidade de dialogar com os dois lados para aprovar temas do interesse do Planalto. Durante a eleição, o parlamentar foi fiel ao presidente e ajudou a aprovar medidas do pacote eleitoral do governo.

Federação evita falar em ajuste fiscal

Ao serem questionados, os parlamentares disseram que a federação não discute ajuste fiscal. A pergunta lembrou que o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o tema não estava em debate no governo nem na bancada. Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, defende o envio de um projeto para equilibrar as contas.

Uczai afirmou que a prioridade é ampliar direitos e atender às demandas da população, com participação popular na definição do orçamento. Ele acrescentou que o governo, nos últimos quatro anos, já mostrou responsabilidade fiscal.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB) classificou a agenda de Lula como “incompatível” com cortes. Entre os pontos citados estão soberania digital, reindustrialização, ensino em tempo integral, tarifa zero e a criação do Ministério da Segurança Pública.

Segundo ela, há pressão do “capital financeiro” por redução de despesas, e parte do que é visto como custo, na verdade, seria investimento.

A próxima etapa é a disputa interna pela presidência da Câmara, com eleição marcada para 1 de fevereiro de 2027.

Com informações de CNN Brasil.

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e conferido por checagens automáticas de fidelidade ao original. Como trabalhamos: Política editorial.

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