Guerra no Irã afeta popularidade de Donald Trump, aponta professor Carlos Gustavo Poggio

A crescente insatisfação popular com a guerra no Irã pode complicar ainda mais a reeleição de Donald Trump em 2026, segundo o professor Carlos Gustavo Poggio

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Avaliação da Guerra no Irã e Impacto na Popularidade de Trump

A guerra no Irã tem afetado negativamente a popularidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Essa análise é de Carlos Gustavo Poggio, professor de Ciência Política do Berea College, em entrevista ao WW. Para Poggio, as tentativas de resolução do conflito visam minimizar os danos políticos acumulados.

O professor destacou que, ao contrário de outros conflitos históricos, a guerra contra o Irã já começou com baixa aceitação entre os americanos. “Esta guerra é uma guerra que começou impopular e tornou-se mais impopular à medida que foi se estendendo”, afirmou Poggio, ressaltando o impacto negativo sobre a aprovação do presidente.

Comparação com a Guerra do Iraque

Poggio traçou um paralelo com o conflito no Iraque, lembrando que o governo Bush fez esforços para convencer a população da necessidade daquela guerra, conseguindo apoio de setores do Partido Democrático. “Havia o trauma do 11 de setembro”, contextualizou o professor, enfatizando que o cenário atual é “muito distinto”.

Segundo ele, um padrão comum a esses conflitos é que, com o tempo, as guerras se tornam progressivamente mais impopulares, tornando-se politicamente custosas para o presidente.

Negociações e Posição do Irã

Na avaliação de Poggio, o lado que demonstra desespero nas negociações é o governo norte-americano, não o iraniano. “Quem está desesperado por um acordo aqui é o governo Trump, não é o Irã”, declarou. O professor explicou que Trump busca, com o acordo, retirar o tema da agenda e obter um impacto imediato no preço do petróleo.

Poggio também comentou sobre as garantias nucleares iranianas, lembrando que o Irã se compromete a não desenvolver armas nucleares desde o tratado de não proliferação, na década de 1970. “O grande problema não é o Irã escrever um parágrafo, assinar um documento dizendo que não vai desenvolver armas nucleares. É como isso vai ser garantido e verificado ao longo do tempo”, disse.

Perspectivas para as Eleições de Meio de Mandato

Apesar das movimentações diplomáticas, o professor mostrou-se cético quanto aos efeitos de longo prazo do acordo sobre as eleições de meio de mandato. Para Poggio, a questão econômica continua sendo o tema central para o eleitorado norte-americano. “O mal-estar econômico da população norte-americana colocou o Trump novamente no poder com a esperança de que ele poderia equacionar essa questão, e não o está fazendo”, avaliou.

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O prognóstico político para os republicanos em novembro, segundo ele, é “muito ruim”, independentemente do desfecho do acordo com o Irã.