Flávio Bolsonaro abre mão da escolta da PF; cientista política vê estratégia contra investigações

As convenções partidárias começaram nesta segunda-feira (20) e vão até 5 de agosto, num cenário muito polarizado na disputa presidencial. O foco da disputa se mantém entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), cujas movimentações políticas têm gerado intensa cobertura midiática.
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A tensão é marcada por episódios recentes, como as revelações sobre ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro e disputas abertas que expuseram rachaduras no clã Bolsonaro.
Estratégias na esfera federal
Nesse contexto, o senador Flávio Bolsonaro publicou no domingo (19), no X, uma declaração que chamou a atenção. Ele afirmou que abriria mão da escolta oferecida pela Polícia Federal (PF) aos presidenciáveis e levantou dúvidas sobre a atuação do órgão.
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A cientista política Rosemary Segurado interpretou o gesto não como desinteresse pela proteção oficial, mas como parte de uma estratégia conhecida: desacreditar as instituições que conduzem investigações contra ele. Segundo ela, isso alimenta a descrença dos eleitores.
“Tentam deslegitimar um órgão que tem feito buscas muito importantes… Eu acho que também há o processo de tentar construir uma narrativa de que essas instituições não gostariam da sua candidatura”, avaliou em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.
A importância do Congresso Nacional
Embora a disputa pela Presidência e pelos governos estaduais receba mais destaque, Rosemary Segurado ressalta outro ponto crucial: a formação das bancadas no Congresso. As duas casas têm peso tanto para aprovar políticas públicas quanto para bloquear avanços desejados pela população.
Ela lembrou que o Parlamento entra em recesso sem ter aprovado medidas como o fim da escala 6×1. Para ela, a força de deputados e senadores define boa parte do futuro imediato do país.
O foco nas vice-candidaturas
Segundo Rosemary Segurado, as convenções devem trazer poucas surpresas nas candidaturas já consolidadas, e as novidades devem ficar na definição dos vices.
“É pouco provável que haja alterações nos quadros já definidos”, afirmou ela em entrevista ao Conexão BdF da Rádio Brasil de Fato. No entanto, há especulações sobre o PL, cujo candidato à Presidência ainda não teria vice definido.
Outros acertos políticos
Lula manterá Geraldo Alckmin como companheiro de chapa. Já Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD à Presidência, definiu seu vice: Gilberto Kassab, presidente nacional do partido.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.
Editoria:
Redação Política
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