Fernando Sastre é condenado a 17 anos por matar motorista de aplicativo com Porsche em SP

Pena em regime inicialmente fechado, sem direito de recorrer em liberdade; júri reconheceu dolo eventual, e a juíza citou que Sastre ignorou alertas de amigos.

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Fernando Sastre Filho. Créditos: Jornal Nacional/Reprodução
Fernando Sastre Filho. Créditos: Jornal Nacional/Reprodução

A Justiça de São Paulo condenou o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho a 17 anos, um mês e dez dias de prisão pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, em um acidente de trânsito com uma Porsche. A decisão do Tribunal do Júri foi proferida na quinta-feira 29.

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A pena deve ser cumprida em regime inicialmente fechado, e o réu não poderá recorrer em liberdade. Sastre também foi condenado por lesão corporal contra um amigo que estava no banco do passageiro do carro de luxo, e teve declarada a sua inabilitação para dirigir.

Acusado dirigia em alta velocidade e sob efeito de álcool

De acordo com os autos, o acusado conduzia a Porsche em alta velocidade e sob o efeito de álcool quando colidiu com o carro da vítima. Ornaldo voltava para casa depois do trabalho, ao volante de um Sandero.

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Na colisão, o motorista do Sandero faleceu. O amigo do réu, que estava no Porsche, sofreu ferimentos graves.

Juíza afirma que acusado ignorou alertas dos amigos

A juíza Melanie Liesenberg, que presidiu o júri, observou na sentença que o acusado ignorou os pedidos dos amigos para que não conduzisse o veículo. Para ela, a decisão de seguir dirigindo pesou na caracterização do caso. Na sentença, a magistrada escreveu: “As advertências desconsideradas e a consequente decisão de prosseguir na condução foram utilizadas como elementos de convencimento acerca da assunção do risco, que embasou o reconhecimento do dolo eventual pelo Conselho de Sentença”.

A juíza também destacou que o réu voltou a dirigir “menos de um mês após cumprir suspensão do direito de dirigir imposta por anterior disputa de corrida em via pública”. Segundo ela, o crime resultou na orfandade e no desamparo material da filha adolescente da vítima.

Amigo do réu perdeu o baço e segue em tratamento

Por fim, a magistrada apontou a lesão corporal gravíssima sofrida pelo amigo do réu. Ele perdeu o baço, passou por diversas cirurgias e faz tratamento psicológico e médico em razão dos fatos.

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