Heineken: novo CEO Rafael Oliveira cobra mais responsabilização e cultura de desempenho

Com o resultado do terceiro trimestre acima do esperado, puxado pela Ásia-Pacífico, o executivo enfrenta pressão de investidores por mais eficiência e retorno.

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Garrafas de cerveja Heineken estão expostas em uma prateleira de um supermercado | Foto: Reuters
Garrafas de cerveja Heineken estão expostas em uma prateleira de...
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A Heineken precisa de mais responsabilização e de uma cultura de desempenho mais sólida para crescer de forma consistente, afirmou o presidente-executivo Rafael Oliveira nesta quarta-feira. A declaração é a primeira desde que ele assumiu o comando da cervejaria holandesa, no mês corrente.

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Oliveira substitui Dolf van den Brink, que renunciou de forma inesperada em janeiro, poucos meses depois de anunciar uma estratégia renovada e novas metas para a segunda maior cervejaria do mundo. A saída deixou em aberto os planos da companhia.

Vendas crescem com força na Ásia no terceiro trimestre

A fabricante das marcas Heineken, Tiger e Sol registrou crescimento de mais de 4% tanto na receita quanto nos volumes no terceiro trimestre. O resultado superou com folga as previsões dos analistas.

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O desempenho foi puxado pela forte demanda na Ásia. Ainda assim, o executivo enfrenta pressão de investidores para acelerar as vendas, melhorar a eficiência e elevar os retornos.

Presidente admite falhas na conquista de clientes

Oliveira reconheceu que a empresa nem sempre aproveitou as oportunidades de crescimento ou conquistou clientes no momento certo. Há mais a ser feito, disse ele em comunicado, ao citar a necessidade de aprimorar a execução e acelerar o ritmo.

Na mesma nota, o executivo afirmou que construirá uma cultura de desempenho mais sólida, com maior responsabilização em toda a empresa. Ele acrescentou que suas primeiras impressões foram positivas no geral.

Ásia-Pacífico puxa resultado acima do esperado

Analistas esperavam crescimento orgânico de volume de 2,9% e alta de 3,5% na receita. A cervejaria superou essas projeções em grande parte pelo desempenho na Ásia-Pacífico, onde os volumes subiram 17,3%, impulsionados pelo crescimento no Vietnã e na Índia.

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A Heineken também atribuiu o avanço às suas principais marcas globais e prioridades estratégicas, incluindo cervejas com baixo teor alcoólico ou sem álcool e produtos premium.

Plano completo deve ser divulgado em fevereiro

Oliveira disse que apresentará seus planos com mais detalhes quando a empresa divulgar os resultados do ano inteiro, em fevereiro.

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