EUA encerram presença militar no Iraque após 12 anos e deixam segurança sob comando do país

Os Estados Unidos encerraram formalmente a presença militar no Iraque. A retirada das últimas tropas e equipamentos das bases no país foi anunciada pelo Pentágono nesta quarta – feira (30), marcando o fim da Operação Inherent Resolve no território iraquiano.
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A medida segue o acordo firmado em setembro de 2024 entre Washington e Bagdá, ainda durante o governo de Joe Biden, e foi executada pela administração de Donald Trump. A saída das forças da coalizão da Base Aérea de Erbil simboliza, segundo o Pentágono, a conclusão de uma missão que durou 12 anos e derrotou o Estado Islâmico (ISIS) como ameaça militar organizada no Iraque e na região.
Transição de comando e responsabilidades
Com o fim da missão de guerra, a segurança do país passa a ser liderada pelo Iraque. A relação bilateral entre Estados Unidos e Iraque agora segue um modelo mais convencional. As Forças de Segurança do Iraque, incluindo os peshmergas e outras forças da região do Curdistão iraquiano, assumem a responsabilidade de combater os remanescentes do ISIS e garantir a estabilidade do país.
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Apesar da retirada, os americanos não abandonaram completamente o apoio. O Pentágono informou que continuará fornecendo treinamento específico e suporte de inteligência aos parceiros iraquianos. Washington também afirmou que segue comprometido com o combate ao terrorismo e trabalhará para impedir que o ISIS se reorganize a partir do território iraquiano.
Os EUA ainda declararam que a responsabilidade pelos desafios de segurança restantes — incluindo ameaças à soberania iraquiana e à estabilidade regional — fica com o governo do Iraque.
Reações e impactos do fim da presença militar
A retirada é amplamente apoiada pela população iraquiana, mas há preocupações. Muitos questionam se as forças de segurança treinadas e financiadas pelos americanos têm capacidade para proteger completamente o país. O conflito deixou um rastro de destruição: dezenas de milhares de iraquianos morreram desde a invasão liderada pelos EUA em 2003.
Cerca de 4.500 militares americanos morreram no Iraque ao longo de mais de duas décadas de conflito. aproximadamente o dobro das mortes de militares dos EUA na guerra paralela do Afeganistão, encerrada com a retirada americana em 2021. Internacionalmente, a guerra no Iraque é considerada um desastre para Washington.
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A saída também foi celebrada como uma vitória pelo Irã e seus aliados. O Pentágono, por outro lado, afirma que os Estados Unidos apoiam um Iraque soberano e capaz de proteger suas fronteiras e sua população. A expectativa é que a retirada abra caminho para uma cooperação comercial, diplomática e de segurança mais profunda entre os dois países.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



