Seis franceses pegam prisão perpétua e um sétimo, 15 anos, em julgamento no Iraque

Tribunal iraquiano poupou os réus da pena de morte por serem jovens; defesa vai recorrer à Corte de Cassação, e os 47 franceses foram transferidos da Síria.

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Bandeira do Iraque
Bandeira do Iraque

Um tribunal iraquiano condenou seis cidadãos franceses à prisão perpétua na terça-feira (27). Um sétimo réu recebeu 15 anos de prisão. Os condenados foram considerados culpados de integrar o Estado Islâmico, segundo uma testemunha da Reuters presente à audiência.

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Os homens estavam entre os 47 franceses suspeitos de pertencer ao grupo que foram transferidos no ano passado de centros de detenção no nordeste da Síria para o Iraque. A transferência fazia parte de um acordo mais amplo coordenado pelas forças dos Estados Unidos e pelas autoridades iraquianas.

Juiz citou lei antiterrorismo e idade dos réus

O juiz que presidiu o julgamento disse que as penas se basearam na lei antiterrorismo do Iraque. Os réus foram condenados por adesão ao Estado Islâmico e por disseminação do medo.

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Segundo o magistrado, o tribunal optou pela prisão perpétua e não pela pena de morte porque os réus eram jovens. O sétimo condenado, de 23 anos, recebeu a pena de 15 anos, de acordo com a mesma testemunha da Reuters.

Defesa vai recorrer à Corte de Cassação

Abbas al-Maliki, um dos advogados dos réus, afirmou que o grupo vai recorrer da sentença à Corte de Cassação. O Iraque havia iniciado o julgamento dos cidadãos franceses no mês passado.

Estado Islâmico e a transferência de detidos para o Iraque

O Estado Islâmico dominou grandes áreas do Iraque e da Síria em 2014. Foi expulso de seu autoproclamado califado em 2019, por uma coalizão liderada pelos Estados Unidos e por forças locais. Muitos de seus integrantes foram presos, mas remanescentes do grupo seguem em atividade.

Em janeiro, os Estados Unidos anunciaram o início da transferência de detidos do Estado Islâmico da Síria para o Iraque. A medida veio em meio a preocupações com a segurança das instalações de detenção no nordeste sírio, depois que forças lideradas por curdos perderam o controle de partes da região.

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