Pentágono revela que operação dos EUA no Irã já custou US 33 bilhões

Operação Epic Fury já dura quatro meses e não mostra sinais de desaceleração, segundo relatório do Pentágono.

15/09/2026 11:21

3 min

Imagens divulgadas pelo CENTCOM mostram navios de guerra da Marinha dos EUA no Oriente Médio
Imagens divulgadas pelo CENTCOM mostram navios de guerra da Mari...

Um relatório do órgão de fiscalização do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, divulgado nesta segunda – feira (14), revela que a Operação Epic Fury já consumiu US 33,4 bilhões desde seu lançamento, em 28 de fevereiro. A ação militar contra o Irã, que completa quatro meses no dia 29 de junho, tem como objetivo declarado desmantelar o aparato de segurança do país inimigo.

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Os números impressionam. Do total, US 22,3 bilhões foram gastos apenas com munições. Outros US 7,4 bilhões correspondem a obrigações cumulativas, os chamados custos incrementais da operação. Já as perdas de equipamentos somam US 3,7 bilhões.

O cálculo, no entanto, não inclui despesas com reparos de infraestrutura, o que pode elevar ainda mais a conta final.

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O custo da guerra e o desgaste de arsenais

O documento detalha que a operação busca “desmantelar o aparato de segurança do Irã, incluindo sua produção de mísseis e capacidades navais, e garantir que o Irã nunca adquira armas nucleares”. Para isso, os EUA mobilizaram mais de 50 mil militares em toda a área de responsabilidade do Comando Central (CENTCOM.

O relatório também reconhece um problema estratégico: o esgotamento de arsenais críticos. Embora não especifique quais sistemas foram mais afetados, a menção indica que o ritmo de consumo de munições preocupa os planejadores militares. A operação, que já dura quase quatro meses, não dá sinais de desaceleração.

Além dos gastos diretos com combate, o Pentágono contabiliza prejuízos em instalações diplomáticas. Segundo o levantamento, os danos a embaixadas e consulados dos EUA no Oriente Médio totalizaram cerca de US 184 milhões. Não foram fornecidas estimativas para danos em bases militares americanas na região.

Atrasos em obras e restrições de viagem

Os efeitos colaterais da operação também atingem a logística civil e militar. Autoridades reportaram um custo estimado de US 24,5 milhões por mês em atrasos de projetos de construção. O problema é atribuído a ordens de partida e restrições de viagem impostas em sete cidades: Bagdá, Jerusalém, Tel Aviv, Cairo, Amã, Cidade do Kuwait e Mascate.

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Na prática, engenheiros e trabalhadores terceirizados tiveram seus deslocamentos limitados ou suspensos, paralisando obras em andamento. O valor mensal de US 24,5 milhões reflete o custo acumulado desses atrasos, que incluem desde hospedagem de equipes até multas contratuais.

O relatório não projeta quando a Operação Epic Fury será encerrada nem estima o custo total final. Especialistas ouvidos pelo órgão de fiscalização, entretanto, alertam que o valor já ultrapassa o orçamento anual de muitos países e tende a crescer enquanto durar a campanha contra o programa nuclear e militar iraniano.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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