Gadi Eisenkot é escolhido por Herzog para formar governo em Israel e substituir Netanyahu

Com 67 votos contra 46 de Netanyahu, Eisenkot contou com os partidos árabes e com a abstenção do Judaísmo Unido da Torá para obter a missão.

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Foto de Jack GUEZ / AFP
Foto de Jack GUEZ / AFP

O líder da oposição israelense Gadi Eisenkot foi escolhido pelo presidente Isaac Herzog para substituir Benjamin Netanyahu como primeiro-ministro de Israel. A escolha veio após Eisenkot obter amplo apoio parlamentar na quinta-feira (5), com respaldo dos partidos árabes.

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Eisenkot recebeu o apoio de 67 votos no Parlamento, enquanto Netanyahu ficou com 46. Houve ainda 7 abstenções.

Partidos árabes apoiam Eisenkot

A Lista Unida, principal partido árabe de Israel, anunciou na quinta-feira seu apoio a Eisenkot e reforçou sua posição contra Netanyahu. “A decisão atende à demanda popular de impedir o retorno de Netanyahu ao poder”, afirmou a legenda em comunicado.

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O Ra’am, outro importante partido árabe-israelense, já havia manifestado apoio a Eisenkot. As legendas árabes tiveram uma votação histórica nas eleições legislativas do dia 27, elegendo 19 deputados, número recorde para a bancada.

Manifestantes se reuniram na quinta-feira em frente à casa do presidente, em Jerusalém, para pedir um governo de unidade entre Netanyahu e Eisenkot. Em outra parte da cidade, israelenses defenderam a participação dos árabes no futuro governo.

Judaísmo Unido da Torá se abstém e enfraquece Netanyahu

Horas antes da votação, o partido Judaísmo Unido da Torá (JUT), aliado de Netanyahu há três décadas, optou por se abster. A legenda agiu em meio a desavenças sobre o serviço militar dos estudantes das escolas religiosas.

Na prática, a decisão reduziu as chances de Netanyahu receber a missão de formar o próximo governo.

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Quem é Gadi Eisenkot

Eisenkot nasceu em 19 de maio de 1960, em Tiberíades, em Israel. Alistou-se em 1978 nas Forças de Defesa Israelenses (IDF, na sigla em inglês) e começou a carreira militar na Brigada Golani.

Ele construiu mais de 40 anos de carreira nas forças armadas e chegou ao topo da hierarquia como 21.º Chefe do Estado-Maior Geral da IDF. Exerceu o posto de 2015 até janeiro de 2019, quando encerrou o comando e foi sucedido pelo tenente-general Aviv Kohavi.

Eisenkot foi eleito para o parlamento israelense na 25ª legislatura do Knesset, pelo Partido da Unidade Nacional, em 2022. No Knesset, presidiu a Subcomissão de Doutrina de Segurança e Desenvolvimento de Força e integrou o Comitê de Relações Exteriores e Defesa, além de diversas subcomissões de segurança e inteligência.

Em 2024, deixou o governo e passou a atuar como deputado de oposição.

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