Durigan e Bolsonaro propõem fim a gastos obrigatórios no Brasil

Corte de custos, combate aos “privilégios” públicos e reforma estatal foram os temas centrais discutidos nesta terça – feira (25) por representantes políticos durante um evento realizado pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC) e pela EXAME, em São Paulo.
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Embora as campanhas apresentadas tenham divergências sobre a intensidade necessária nos ajustes fiscais, há uma concordância geral: é preciso lidar com o peso das despesas obrigatórias que limitam espaços vitais para novos investimentos e pressionam constantemente as contas públicas brasileiras.
A necessidade do ajuste fiscal no país
Dario Durigan defendeu na ocasião a manutenção da estratégia econômica adotada atualmente pelo governo. Segundo ele, preservar espaço orçamentário exige limitar rigorosamente os gastos compulsórios por parte dos entes públicos.
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“O que nós precisamos para frente é seguir limitando o gasto obrigatório, abrindo espaço para o gasto discricionário, mantendo o arcabouço fiscal”, afirmou o ministro em seu discurso sobre como manterem suas finanças sob controle.
Flávio Bolsonaro (PL) apresentou uma proposta ambiciosa que prevê iniciar reformas estruturais logo após assumir um eventual governo. Segundo Marques, ex – presidente da Caixa Econômica Federal, o ajuste fiscal por meio de PEC é considerado prioritário para os “primeiros 100 dias Queremos levar à frente de cara essa PEC fiscal para colocar as contas no lugar e tirar peso de juros”, declarou ele sobre como usar capital político em benefício das próximas gerações Outras medidas propostas
A campanha também visa reduzir a burocracia tributária do país, ampliar digitalmente serviços públicos já existentes na União e reestruturar toda a administração. Há planos específicos para rever tanto a gestão dos imóveis pertencentes ao governo quanto o fortalecimento da Lei que trata das estatais brasileiras Cristiane Schmidt apresentou um diagnóstico similar aos demais participantes: é fundamental redimensionar drasticamente o tamanho total do Estado com vistas à redução de gastos obrigatórios.
Para ela, após esse ajuste inicial nas contas públicas, qualquer futuro mandato deve focar em aumentar produtividade junto às empresas locais
Combate aos privilégios no serviço público
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Além disso, duras medidas de combate aos privilégios dentro do funcionalismo público foram apontadas pela mesma fonte entre as prioridades governimentais atuais. O foco dessas ações deve atingir especialmente servidores ligados ao Judiciário e Ministério Público. Propostas das campanhas: reforma estatal Reformar a máquina pública nos primeiros meses no poder
Foco na responsabilidade e corte de despesas excessivas
“Nós temos que trabalhar pelo corte de gastos, buscar responsabilidade com o brasileiro, começando com uma reforma administrativa séria”, enfatizou Fonteyne sobre a necessidade urgente desse tipo de controle.
O combate ao alto custo dos “supersalários” também foi um tema levantado por representantes como Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). O economista da campanha do governador Novo defendeu essa abordagem para controlar as contas públicas em geral.
Kim Kataguiri, deputado federal pela Missão, reforçou esse ponto na defesa de ajuste fiscal baseado no desmonte gradual desses privilégios. Para ele, é impossível discutir competitividade sem antes enfrentar o grave dessequilíbrio das finanças estaduais.”
Visões sobre a trajetória econômica
Busca pelo grau de investimento internacional
Durigan ressaltou que obter um “grau de investimento” por parte dos mercados internacionais seria crucial e determinante para estabilizar permanentemente a dívida pública do Brasil.
“O fiscal é parte importante de um projeto de nação […] com o gradualismo”, afirmou Durigan ao defender que esse processo deve ocorrer através da negociação contínua tanto no Congresso quanto junto à sociedade civil.
Outra visão apresentada foi aquela segundo Renan Santos, onde se defende buscar equilíbrio nas contas não apenas pela redução das despesas obrigatórias, mas também evitando aumentar excessivamente as fontes arrecadadoras.”
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



