China reafirma que cooperação com Irã não será afetada por novas sanções dos EUA

Na terça – feira, 25 de outubro de 2026, Pequim manifestou preocupação com as novas sanções econômicas dos Estados Unidos contra o Irã, afirmando que essas medidas “apenas intensificarão ainda mais as tensões”. O porta – voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, ressaltou que a cooperação entre China e Irã não deve ser afetada.
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Durante uma coletiva de imprensa regular, ele afirmou: “A guerra econômica e a pressão máxima não ajudarão a resolver a questão. Elas apenas intensificarão ainda mais as tensões e os conflitos, criando riscos de repercussões.”
Lin também enfatizou que a cooperação sempre foi realizada dentro dos parâmetros do direito internacional e não deve ser interrompida ou prejudicada. Ele acrescentou que a China está atenta aos desdobramentos e tomará todas as medidas necessárias para proteger seus direitos e interesses.
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Reações às sanções americanas
No dia anterior, 24 de outubro, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anunciou um alerta para países que continuam comprando petróleo do Irã. Uma análise indicou que Teerã exportou entre US 3,9 bilhões e US 4,2 bilhões em petróleo em setembro de 2025, sendo que a China é a principal consumidora desse volume.
Aproximadamente 38% do petróleo e 23% do gás natural liquefeito da China transitam pelo Estreito de Ormuz, um ponto estratégico conforme relatado pela Nomura em abril.
O Departamento do Tesouro americano ameaçou implementar sanções severas contra nações que não romperem laços econômicos com o Irã. Embora tenha anunciado novas categorias de “condutas relacionadas ao Irã” passíveis de sanção no futuro, ainda não aplicou essas penalidades.
Em sua coletiva de imprensa, Bessent afirmou: “Consideramos que a melhor maneira de interagir com os países é por meio da diplomacia discreta”, destacando que os EUA estão alinhando expectativas com cada nação envolvida.
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Aumento da pressão sobre Teerã
Bessent deixou claro que não estabelecerá prazos definitivos para o rompimento das relações econômicas com o Irã, mas alertou: “Não temos paciência infinita aqui”. As novas diretrizes abrangem setores como ativos digitais, tecnologia e transporte marítimo — áreas das quais o Irã depende para sustentar sua economia.
Apesar das promessas feitas por Bessent em relação ao aumento da pressão sobre o Irã, os Estados Unidos evitaram aplicar penalidades imediatas. O governo americano optou por trabalhar com “parceiros ao redor do mundo” para encerrar atividades ligadas ao regime iraniano.
A situação continua tensa enquanto as duas potências se posicionam em relação à questão nuclear e às implicações econômicas decorrentes das sanções.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



