Desemprego de 5,2% é o menor desde 2012, e XP projeta 6,5% no fim de 2027

A taxa de desocupação caiu para 5,2% no trimestre encerrado em setembro, o menor nível para o período desde o início da série histórica, em 2012. O dado é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo IBGE no dia 30.
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No segundo trimestre, a taxa estava em 5,4%. No mesmo período do ano passado, era de 5,6%.
Mercado apertado acende alerta para a inflação
Apesar do efeito favorável no curto prazo, a avaliação de bancos e corretoras é de cautela. Um mercado de trabalho apertado eleva os riscos para a inflação de serviços e reduz a margem para o Banco Central acelerar o ciclo de cortes da taxa Selic nas próximas reuniões.
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Antônio Patrus, CEO da Bossa Invest, afirma que o país entra no próximo ano com base firme, mas cada vez mais dependente de tecnologia e eficiência. “Com menos trabalhadores disponíveis, a expansão da atividade pode elevar salários e pressionar os preços dos serviços caso a produção não acompanhe a demanda”, ressalta.
Economistas veem perda de ritmo na abertura de vagas
Depois de sucessivos recordes nos dados de emprego, economistas já percebem uma desaceleração gradual na abertura de postos, já que a economia perde fôlego. A 4Intelligence aponta que a taxa de participação na força de trabalho estagnou em 62,2% e não deve voltar ao patamar pré-pandemia.
Para a consultoria, a tendência de mais pessoas fora da força de trabalho tem relação com a demografia, já que a população brasileira envelhecerá e tende a participar menos do mercado nas próximas décadas.
Rodolfo Margato, economista da XP, diz que alguns segmentos já mostram recuo na abertura de vagas na comparação anual, como serviços domésticos e indústria de transformação. Ele afirma que a taxa de desemprego deve chegar a 5,4% ao final de 2026 e a 6,5% ao final de 2027, refletindo o esfriamento da economia.
André Valério, economista sênior do Inter, vê a taxa de informalidade estagnada em 37,5% e a renda habitual estável. “Nossa leitura é que vemos um mercado de trabalho muito próximo do pico e com pouco espaço para continuar melhorando”, pontua Valério.
Vagas formais crescem mais que as informais
A 4Intelligence observa descompasso entre posições formais, que subiram 1,8% na variação interanual, e informais, com alta de apenas 0,2%. A XP registrou recuo de 0,1% no emprego informal na comparação mensal, em contraste com a alta entre os trabalhadores formais.
António Ricciardi, do Banco Daycoval, destaca que a desocupação, quando ajustada sazonalmente, está em torno de 5,4% desde o início do ano. Para ele, o dinamismo do mercado de trabalho deve ceder aos poucos, à medida que o custo alto do crédito passe a pesar mais sobre o caixa das empresas.
Editoria:
Redação Economia
A Redação Economia reúne a cobertura do Clique Fatos sobre economia, negócios, mercado financeiro, agronegócio e finanças pessoais. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



