Desembargador Ivo de Almeida, do TJ-SP, é denunciado ao STJ por suposta venda de sentenças

A PGR acusa o desembargador e outras três pessoas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, advocacia administrativa e associação criminosa entre 2019 e 2022.

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Foto: Reprodução

Denúncia contra o desembargador Ivo de Almeida

O desembargador Ivo de Almeida foi alvo de uma denúncia pela PGR (Procuradoria-Geral da República) à Corte Especial do STJ (Superior Tribunal de Justiça) na quarta-feira, dia 6, por suposto envolvimento em um esquema de venda de sentenças. O MPF (Ministério Público Federal) divulgou um comunicado oficial informando sobre as acusações contra o desembargador, que integra o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Além dele, outras três pessoas também foram denunciadas, sendo apontadas como integrantes do esquema.

Segundo o MPF, as investigações indicam que esses indivíduos atuavam em favor de investigados em processos judiciais. O Ministério Público alega que Ivo de Almeida utilizava sua posição para beneficiar investigados, realizando intervenções junto a autoridades policiais e acessando informações sigilosas.

Os fatos investigados ocorreram entre 2019 e 2022, envolvendo supostas práticas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, advocacia administrativa e associação criminosa.

O MPF solicitou a manutenção do afastamento do desembargador até o julgamento final da ação penal. A defesa de Ivo de Almeida se manifestou à CNN Brasil, afirmando que respeita a decisão, mas discorda veementemente do conteúdo das acusações.

A defesa também destacou que os elementos da apuração demonstram uma exploração indevida do nome de Ivo por terceiros, sem seu conhecimento. O STJ, o MPF e o TJ (Tribunal de Justiça) informaram que, devido ao segredo de justiça do caso, não é possível fornecer mais detalhes.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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