Deputado alerta: corte de impostos no diesel agrava dependência de combustíveis fósseis

A Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) manifestou preocupação com a recente medida do governo federal de cortar impostos e subsidiar o diesel, um pacote de cerca de R$ 30 bilhões. A alegação é que essa ação, em vez de solucionar o problema da alta dos preços dos combustíveis, agrava a dependência do Brasil em relação a combustíveis fósseis, conforme nota oficial assinada pelo presidente da FPBio, deputado Alceu Moreira (MDB-RS).
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O deputado argumentou que subsidiar o diesel importado é uma falha estratégica, pois não diminui a vulnerabilidade energética do país. Em vez disso, a medida intensifica a dependência do Brasil de um combustível suscetível a crises geopolíticas, flutuações na oferta e variações nos preços internacionais.
A situação atual, marcada pelo aumento do preço do petróleo impulsionado por tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, ressalta a importância do diesel para a economia brasileira, influenciando diretamente o custo do transporte de mercadorias e, consequentemente, o preço de alimentos e outros produtos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou o pacote para mitigar o impacto da alta do diesel. A iniciativa contempla a redução de impostos e a criação de um subsídio ao combustível, válido até o final de 2026. A equipe econômica estima que a medida cause uma queda de aproximadamente R$ 0,32 por litro no preço do combustível, com um impacto fiscal de R$ 20 bilhões até o fim do período.
Além disso, uma medida provisória cria um subsídio direto de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores, custando R$ 10 bilhões ao Tesouro.
Apesar das duas medidas buscarem reduzir em R$ 0,64 por litro o preço do diesel, o deputado defende uma alternativa: ampliar a participação do biodiesel na matriz energética. Ele destaca que o setor possui capacidade instalada, matéria-prima e logística para atender a um aumento na mistura obrigatória, além de operar com uma ociosidade industrial de cerca de 40%.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
Editoria:
Redação Clique Fatos
A Redação Clique Fatos assina a cobertura geral do portal. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de fontes identificadas (órgãos oficiais, agências e veículos de imprensa) e passam por checagens automáticas antes de publicar. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



