Defesa de Vorcaro leva ao STF perícia sobre celular alterado um dia após indiciamento

No fim de outubro, a defesa de Daniel Vorcaro apresentou ao STF uma perícia particular. O documento afirma que os dados do celular do banqueiro foram alterados desde que a Polícia Federal apreendeu o aparelho, no fim do ano passado.
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Na prática, os advogados levantam a suspeita de que conversas com autoridades possam ter sido editadas ou adulteradas. O objetivo, ao que tudo indica, é pedir a anulação de toda a investigação por supostos vícios na coleta de provas.
Perícia particular questiona integridade dos dados do celular
A perícia foi entregue um dia depois de Daniel Vorcaro ser indiciado pelo maior crime financeiro da história do país. A defesa sustenta que o conteúdo armazenado no aparelho sofreu mudanças após a apreensão.
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O caso ocorre em meio às fraudes bilionárias do Banco Master. Vorcaro tentou três vezes fechar um acordo de delação premiada, e uma das partes mais sensíveis de qualquer colaboração seria explicar seu relacionamento com o ministro Alexandre de Moraes.
Entre os pontos citados estão as conversas, os pedidos de conselhos ao magistrado e a decisão de fechar um contrato de 131 milhões de reais com a esposa do juiz, Viviane Barci de Moraes.
Fachin pede à PF relatório sobre menções a ministros
No início de outubro, o presidente do STF, Edson Fachin, pediu ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, um relatório com todas as menções a ministros do tribunal encontradas nas apurações sobre o Master. Pelo que se sabe, há referências em diferentes graus de gravidade a Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques, André Mendonça e Luiz Fux.
A citação de nomes não significa que os ministros cometeram crimes ou que sejam suspeitos de ilícitos. Ainda assim, entre interlocutores da Corte, o pedido de um relatório amplo foi visto como uma possível saída para arquivar todas as citações sem qualquer investigação.
Julgamento sobre Moraes segue sem definição
O Plenário do STF tentou decidir se abria ou não uma investigação sobre eventuais irregularidades cometidas por Moraes. Em uma sessão tumultuada, o tribunal optou por não decidir. Um pedido de vista do ministro Flávio Dino adiou a conclusão do caso para o próximo ano.
A Procuradoria-Geral da República já apresentou parecer pelo arquivamento do caso envolvendo Alexandre Moraes. Com a ordem para que a PF liste todos os integrantes da Corte citados, o assunto tende a se arrastar. A expectativa é que todas as referências aos magistrados sejam analisadas em conjunto em meados de 2027.
Editoria:
Redação Política
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