Curiosity encontra poços largos e rasos em Marte que intrigam cientistas da Nasa

A descoberta de poços largos e rasos no leito rochoso do Monte Sharp levanta novas questões sobre os processos geológicos que moldaram a região.

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O rover Curiosity, robô da NASA que explore Marte, adquiriu esta imagem mostrando um exemplo de um poço largo que apareceu nas áreas de trabalho | Foto: Reprodução/CNN Brasil

O rover Curiosity, da Nasa, segue fazendo descobertas em Marte mesmo depois de mais de uma década de exploração. Desta vez, o robô encontrou formações geológicas inusitadas: poços largos e rasos espalhados pelo leito rochoso da região do Monte Sharp.

Segundo os cientistas da missão, as estruturas não se parecem com nada que já tenham visto antes.

Os poços têm cerca de um centímetro de diâmetro e estão distribuídos por toda a chamada “área de trabalho” do Curiosity. A descoberta foi registrada no relatório semanal de atividades do robô, divulgado no último dia 3 de setembro. A novidade chamou a atenção da equipe por fugir do padrão observado em outras cavidades marcianas.

O que torna esses poços diferentes

Michelle Minitti, vice-pesquisadora principal do instrumento MAHLI — a câmera de detalhe acoplada ao braço robótico do Curiosity — explicou que o surgimento de cavidades por desgaste é algo relativamente comum em Marte. No entanto, as novas estruturas apresentaram características que as diferenciam dos registros anteriores.

Os poços são notavelmente mais largos e mais rasos do que outras cavidades já catalogadas. Além disso, não vieram acompanhados de resíduos ou seixos óbvios que pudessem explicar como se formaram. A ausência desses vestígios deixou os pesquisadores sem uma resposta imediata sobre o processo geológico por trás do fenômeno.

“Eles foram um novo e bem-vindo quebra-cabeça sobre os processos que afetaram esta seção específica de rochas na estratigrafia do Monte Sharp”, afirmou Minitti, em comunicado da Nasa.

Investigação com instrumentos de bordo

Para tentar desvendar o mistério, a equipe da missão acionou instrumentos de alta precisão a bordo do Curiosity. A câmera MAHLI e o sistema Mastcam foram usados para capturar conjuntos detalhados de imagens sobrepostas da região.

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Com essas imagens, os cientistas geraram um modelo digital de elevação tridimensional das estruturas. O modelo possibilita mais detalhes sobre os processos geológicos que moldaram essa camada específica do Monte Sharp.

O leito rochoso também mostrou pacotes complexos de camadas, com variações importantes de textura e estrutura. Segundo os pesquisadores, isso sugere que o ambiente local passou por mudanças de forma acelerada no passado.

Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

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