NASA acha indícios de vida em Marte, mas amostra pode ficar trancada até 2026

A Nasa anunciou nesta quarta-feira (7) que a amostra de rocha coletada pelo rover Perseverance em Marte pode conter evidências de vida microbiana antiga no planeta vermelho. O material, batizado de “Silver Mountain”, foi retirado de uma área considerada de alto valor científico para a busca de sinais de vida fora da Terra.
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A descoberta foi apresentada durante a reunião anual da União Geofísica Americana, em Washington. O astrobiólogo da Nasa, Mitch Schulte, afirmou que a rocha é a mais importante já coletada pela missão, embora ainda não haja confirmação de vida no passado marciano.
A amostra foi obtida no dia 30 de março, na região de Jezero Crater, em Marte. O local é uma antiga planície de inundação, onde cientistas acreditam que a água pode ter carregado e preservado material orgânico. O que a Nasa encontrou na rocha A rocha, batizada de “Mammoth Lakes 2”, tem cerca de 2,9 metros por 1,2 metro e fica em uma área chamada Tablelands.
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O material é rico em carbonato — mineral que, na Terra, costuma se formar em águas rasas e mornas. Por isso, os cientistas consideram que ela pode guardar pistas sobre a história de água no planeta vermelho. A análise inicial, feita com o instrumento PIXL do rover Perseverance, encontrou concentrações de ferro, fósforo e sílica.
Esses elementos, segundo a Nasa, podem indicar que a rocha se formou em um ambiente com água quente ou vapor, há bilhões de anos. A agência espacial americana comparou a descoberta a uma “caixa de chocolates sortidos” — uma mistura de rochas vulcânicas e sedimentares que pode revelar detalhes sobre o passado do planeta. ## O que a rocha revela A análise inicial apontou que a rocha tem composição diferente das demais encontradas na região.
A suspeita é que ela tenha sido formada em um ambiente com água quente, o que pode indicar que o planeta já teve condições propícias para a vida. Os cientistas ainda não sabem se a água existiu na época em que a rocha se formou ou se chegou depois, por meio de infiltrações.
A resposta pode vir com novas análises em laboratório na Terra. ## Próximos passos A Nasa planeja estudar o local de onde a rocha foi retirada. A ideia é entender melhor a história geológica da região e descobrir se houve condições para vida microbiana.
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O material coletado será analisado com mais profundidade quando retornar à Terra, em uma missão futura.
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Redação Clique Fatos
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