NASA acha indícios de vida em Marte, mas amostra pode ficar trancada até 2026

Amostra “Silver Mountain” pode conter sinais de vida microbiana antiga, mas análise completa depende do retorno à Terra.

12/10/2026 20:31

2 min

Perseverance tirou uma selfie, um mosaico de 62 imagens individuais, com uma intrigante amostra de rocha em 23 de julho de 2024.
Perseverance tirou uma selfie, um mosaico de 62 imagens individu...
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A Nasa anunciou nesta quarta-feira (7) que a amostra de rocha coletada pelo rover Perseverance em Marte pode conter evidências de vida microbiana antiga no planeta vermelho. O material, batizado de “Silver Mountain”, foi retirado de uma área considerada de alto valor científico para a busca de sinais de vida fora da Terra.

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A descoberta foi apresentada durante a reunião anual da União Geofísica Americana, em Washington. O astrobiólogo da Nasa, Mitch Schulte, afirmou que a rocha é a mais importante já coletada pela missão, embora ainda não haja confirmação de vida no passado marciano.

A amostra foi obtida no dia 30 de março, na região de Jezero Crater, em Marte. O local é uma antiga planície de inundação, onde cientistas acreditam que a água pode ter carregado e preservado material orgânico. O que a Nasa encontrou na rocha A rocha, batizada de “Mammoth Lakes 2”, tem cerca de 2,9 metros por 1,2 metro e fica em uma área chamada Tablelands.

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O material é rico em carbonato — mineral que, na Terra, costuma se formar em águas rasas e mornas. Por isso, os cientistas consideram que ela pode guardar pistas sobre a história de água no planeta vermelho. A análise inicial, feita com o instrumento PIXL do rover Perseverance, encontrou concentrações de ferro, fósforo e sílica.

Esses elementos, segundo a Nasa, podem indicar que a rocha se formou em um ambiente com água quente ou vapor, há bilhões de anos. A agência espacial americana comparou a descoberta a uma “caixa de chocolates sortidos” — uma mistura de rochas vulcânicas e sedimentares que pode revelar detalhes sobre o passado do planeta. ## O que a rocha revela A análise inicial apontou que a rocha tem composição diferente das demais encontradas na região.

A suspeita é que ela tenha sido formada em um ambiente com água quente, o que pode indicar que o planeta já teve condições propícias para a vida. Os cientistas ainda não sabem se a água existiu na época em que a rocha se formou ou se chegou depois, por meio de infiltrações.

A resposta pode vir com novas análises em laboratório na Terra. ## Próximos passos A Nasa planeja estudar o local de onde a rocha foi retirada. A ideia é entender melhor a história geológica da região e descobrir se houve condições para vida microbiana.

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O material coletado será analisado com mais profundidade quando retornar à Terra, em uma missão futura.

A Redação Clique Fatos assina a cobertura geral do portal. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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