Confiança do comércio cai 1% em abril e interrompe cinco meses de alta, diz CNC

Comerciantes brasileiros enfrentam queda no otimismo em abril, interrompendo cinco meses de crescimento. Entenda os fatores que influenciam essa mudança!

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Foto: Reprodução

Comerciantes brasileiros mostram menor otimismo em abril

Os comerciantes do Brasil apresentaram uma diminuição no otimismo em abril, conforme dados da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). O Icec (Índice de Confiança do Empresário do Comércio) registrou uma queda de 1% em comparação a março, já descontadas as influências sazonais.

Essa redução interrompe uma sequência de cinco meses de crescimento, refletindo um ambiente de maior cautela entre os empresários devido às incertezas internacionais e ao ano eleitoral.

A CNC destacou que “o otimismo do empresariado foi impactado por fatores geopolíticos e domésticos. As tensões entre EUA e Irã elevaram o preço internacional do petróleo, pressionando os custos de combustíveis e gerando incertezas sobre a inflação e o ritmo da política monetária”.

O índice ficou em 105,6 pontos, permanecendo na zona de satisfação, acima de 100 pontos. Em comparação a abril de 2025, o Icec teve um aumento de 2,9%.

Análise dos componentes do Icec

Na transição de março para abril, o componente que avalia as condições atuais cresceu 1,1%, com aumentos nos itens economia (1,5%), empresa (1%) e setor (0,8%). Por outro lado, o componente das expectativas caiu 2,3%, com reduções nos quesitos economia (-3,1%), setor (-2,4%) e empresa (-1,6%).

O componente referente às intenções de investimento apresentou uma queda de 0,9%, com um aumento no item investimentos na empresa (0,5%), mas recuos em contratações de funcionários (-1,8%) e estoques (-1,2%).

José Roberto Tadros, presidente da CNC, comentou que “o comércio brasileiro tem demonstrado uma resiliência notável, sustentada pela força do mercado de trabalho e pela recuperação da renda real. Contudo, o momento exige cautela e serenidade.

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O aumento da incerteza externa e as pressões inflacionárias globais demandam um ambiente interno de previsibilidade e estabilidade”.

Confiança por setores varejistas

Em relação à confiança nos setores varejistas, a queda foi mais acentuada entre os comerciantes de bens de consumo duráveis, como eletrônicos e veículos, com uma redução de 1,4% em relação a março. O setor de bens semiduráveis, que inclui roupas, calçados e acessórios, teve uma diminuição de 1,1%, enquanto o segmento de bens não duráveis, como supermercados e farmácias, registrou um recuo de 0,5%.

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