Aos 87 anos, morre Solano Ribeiro, que ajudou a lançar Elis Regina e Chico Buarque nos festivais

Produtor e crítico, Solano Ribeiro estava internado em São Paulo com câncer e comandava na Rádio Cultura Brasil o programa Nova Música do Brasil desde 2006.

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Solano Ribeiro | Foto: Reprodução/Exame
Solano Ribeiro | Foto: Reprodução/Exame

O produtor musical e crítico Solano Ribeiro de Faria morreu no sábado, 31, aos 87 anos, em São Paulo. A Rádio Cultura Brasil confirmou a morte. Ele comandava ali o programa semanal Solano Ribeiro e a Nova Música do Brasil.

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De acordo com a TV Cultura, Solano enfrentava o câncer pela terceira vez. Ele estava internado em uma clínica na capital paulista e recebia cuidados paliativos.

Quem foi Solano Ribeiro?

Solano ajudou a organizar os festivais de Música Popular Brasileira (MPB) que marcaram a televisão nas décadas de 1960 e 1970. Ao longo da carreira, trabalhou em eventos transmitidos pelas TVs Excelsior, Record, Globo e Tupi. Essas competições ajudaram a lançar nomes como Elis Regina, Chico Buarque e Edu Lobo.

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Em 1965, ele produziu o primeiro Festival Nacional da Música Popular Brasileira, exibido pela TV Excelsior. Naquela edição, Elis Regina levou a disputa com “Arrastão”, composição de Edu Lobo e Vinicius de Moraes. A vitória ampliou o alcance nacional da cantora.

Festivais da Record marcaram o fim dos anos 1960

No ano seguinte, Solano integrou a equipe do festival da TV Record, que teve duas vencedoras: “A Banda”, de Chico Buarque, e “Disparada”, de Geraldo Vandré e Théo de Barros. Em 1967, ele também esteve na terceira edição do evento, na mesma emissora.

Aquela edição ficou conhecida pelos debates sobre o uso de guitarras elétricas na música brasileira. “Ponteio”, de Edu Lobo e Capinan, foi a canção vencedora.

Trajetória de Solano Ribeiro na música brasileira

Fora dos festivais dos anos 1960, Solano trabalhou com nomes como Francis Hime, Nara Leão, Jair Rodrigues e Martinho da Vila. Em 1972, participou da realização do Festival Internacional da Canção, exibido pela TV Globo. Quatro anos depois, esteve ligado ao Festival Tupi, em 1976.

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Ele também se dedicou a preservar a memória desses eventos. Em 2003, publicou o livro “Prepare seu Coração: a História dos Grandes Festivais”, com relatos dos bastidores das competições. Desde 2006, apresentava na Rádio Cultura Brasil o programa dedicado a novos artistas e tendências da produção musical brasileira.

Velório será no sábado, 31, em Vargem Grande Paulista

O velório está previsto para o sábado, 31, das 15h às 17h. A cerimônia acontece no Cemitério Bosque da Paz, em Vargem Grande Paulista, na região metropolitana de São Paulo.

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