Candidaturas de mulheres ao Senado chegam a 69 em 2026, alta de 19% sobre 2022

Todos os estados têm ao menos uma candidata, mas a fatia feminina, de cerca de 22%, não é recorde, segundo dados do TSE.

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Na imagem, Galeria das Senadoras da República –mural celebra a trajetória e a presença feminina no Senado Federal | Geraldo Magela/Senado | Foto: Reprodução

O número de mulheres que disputarão uma vaga no Senado Federal neste ano atingiu 69 candidatas em todo o país. O total supera o das eleições anteriores: foram 58 candidatas em 2022 e menos ainda em 2018.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número representa crescimento de 19% em relação a 2022. Em outubro, serão renovados dois terços do Senado, com duas vagas por estado e pelo Distrito Federal.

Cenário das candidaturas: distribuição por estados

A presença feminina nas chapas é notável nos 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal. As maiores concentrações estão registradas no Rio Grande do Norte, em Santa Catarina e em São Paulo; nesses três locais específicos, cinco mulheres disputam a vaga para senador cada uma delas.

Em contraste, Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Sergipe e Tocantins têm apenas uma candidata ao Senado. Apesar das diferenças regionais, todos os estados têm ao menos uma candidata ao Senado, algo que não ocorria desde 2014.

Regras legais e perfis das senadoras

Embora o número absoluto tenha crescido, a participação proporcional das mulheres não é recorde na comparação com as últimas três eleições.

Em termos percentuais do total geral de candidatos registrados até este momento pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), as mulheres representam cerca de 22% dos nomes. Os homens somam os outros 78%. Em 2022, quando apenas um terço das cadeiras estava em disputa, as candidatas eram 23,9% do total; em 2018, eram 17,6%.

Regras e financiamento

Nas eleições proporcionais, para deputado federal ou estadual, há cota mínima de gênero nas chapas, mas a regra não vale para a disputa majoritária ao Senado.

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No financiamento, porém, a regra é rigorosa. A Constituição obriga os partidos a destinar às candidaturas femininas pelo menos 30% dos recursos de campanha e do tempo de propaganda no rádio e na TV.

Senadoras na corrida por mandato

O cenário também conta com diversas figuras políticas que buscam manter ou retomar cargos legislativos importantes após anos afastadas do centro político nacional. A bancada feminina atual do Senado tem 15 senadoras.

Entre as candidatas, há senadoras eleitas em 2018 que buscam mais oito anos de mandato, como Leila Barros (PDT-DF) e Eliziane Gama (PSD-MA), além de Soraya Thronicke (PSB-MS). Margareth Buzetti, de Mato Grosso, também disputa uma vaga.

Além dessas reeleições diretas há um grupo significativo que busca retornar ao Senado após terem exercido mandatos anteriores ou ocupado cargos executivos.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

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