Café recua 2,36% em Nova York com chuvas no Brasil e Vietnã turbinando safra 2026/27

Chuvas acima da média em Minas Gerais e no Vietnã elevam expectativas para a safra 2026/27 do grão.

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Setor cafeeiro dos EUA e do Brasil estão juntos nas negociações | Foto: Reprodução/CNN Brasil
Setor cafeeiro dos EUA e do Brasil estão juntos nas negociações ...
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As cotações do café despencaram nesta terça-feira (15) na Bolsa de Nova York, puxadas por um cenário climático animador para as lavouras do Brasil e do Vietnã. O contrato futuro com vencimento em dezembro recuou 2,36%, fechando o dia a US$ 2,83 por libra-peso.

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A avaliação de analistas do Barchart é que as chuvas acima da média no Brasil, justamente durante a fase de floração, turbinam as expectativas para a safra 2026/27. Dados da Climatempo mostram que Minas Gerais registrou 59,4 milímetros de chuva na semana encerrada em 13 de setembro.

O volume representa impressionantes 1.212% da média histórica para o período. No Vietnã, o cenário também é positivo: as chuvas abundantes elevaram a umidade do solo, o que deve beneficiar o desenvolvimento dos frutos nas principais regiões produtoras.

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Cacau recua com oferta mais farta

O mercado de cacau também sentiu o alívio na ponta da oferta. O contrato futuro para dezembro caiu 1,66% em Nova York, encerrando a US$ 5.923 por tonelada. De acordo com o Barchart, os números vindos da Costa do Marfim reforçaram a percepção de que a commodity está mais disponível.

Os produtores marfinenses já enviaram 2,14 milhões de toneladas aos portos no atual ano comercial, que começou em outubro de 2025. O volume é 18% maior do que o registrado no mesmo período do ciclo anterior. O Conselho do Café– Cacau da Costa do Marfim informou ainda que a colheita atingiu 2,06 milhões de toneladas entre junho de 2025 e junho de 2026, uma alta de 30% na comparação com as 1,58 milhão de toneladas do ciclo passado.

Os estoques também ajudaram a conter os preços. Monitorados pela ICE, chegaram a 3,44 milhões de sacas no início de setembro, o maior patamar em dois anos. Na sessão seguinte, o número permanecia próximo disso, em 3,42 milhões de sacas.

Açúcar cai com dólar forte e movimento de fundos

O açúcar fechou em baixa, pressionado por dois fatores: a valorização do dólar e o aumento das posições compradas de fundos de commodities. O contrato futuro com vencimento em março perdeu 1,00%, terminando o dia a 18,87 centavos de dólar por libra-peso.

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Em Nova York, a cotação atingiu o menor nível em uma semana e meia.

A moeda americana mais forte aumenta a pressão sobre os contratos futuros da commodity e estimulou a realização de lucros por investidores que estavam comprados. O relatório semanal COT (Compromisso dos Operadores) mostrou que os fundos ampliaram em 28.055 contratos líquidos as posições compradas em açúcar na semana encerrada em 8 de setembro.

Com isso, a posição líquida saltou para 160.551 contratos, o maior nível em quase três anos.

Algodão e suco de laranja também fecham no vermelho

O algodão teve um dia de leve baixa. O contrato para dezembro recuou 0,08% em Nova York, a 84,48 centavos de dólar por libra-peso. O mercado ficou de olho nos dados da safra norte-americana. Segundo o Barchart, 57% das lavouras dos Estados Unidos já apresentavam abertura das cápsulas até o último domingo (13), e 8% da produção já havia sido colhida.

A parcela classificada como boa ou excelente subiu para 36%, dois pontos percentuais acima da semana anterior. O índice Brugler500, que acompanha as condições das lavouras, ficou estável em 298 pontos, mas houve alta de 2 pontos percentuais na fatia das plantações consideradas ruins ou muito ruins.

O suco de laranja também fechou em queda, de 0,52%, precificado a US$ 1,52 por libra-peso. Na semana passada, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou que a produção de laranjas nos EUA foi de 58,25 milhões de caixas, sendo 12,2 milhões de caixas só no estado da Flórida.

O órgão destacou que as chuvas estão ajudando as lavouras a se recuperarem na Flórida, e também estimou uma boa produção no México e no Brasil, ambos beneficiados pelo clima favorável.

Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

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