Mercado Livre lucra US$ 448 milhões, mas margem encolhe e ações recuam 13% em Nova York

As ações do Mercado Livre (MELI) despencaram 13% nos primeiros negócios em Nova York na quinta-feira, depois que a companhia divulgou, na véspera, um lucro abaixo do esperado pelo mercado no terceiro trimestre. A margem também encolheu.
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A empresa de comércio eletrônico e serviços financeiros lucrou US$ 448 milhões entre julho e setembro, alta de cerca de 6% em relação ao mesmo período do ano passado. Pelas projeções compiladas pela LSEG, o lucro deveria chegar a US$476 milhões.
Margem operacional cai para 6,3%
A margem operacional recuou para 6,3%. Um ano antes, estava quase em 10%, e o mercado esperava algo em torno de 7%. Esse número foi o que mais pesou sobre os papéis.
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Às 11h48, horário de Brasília, as ações listadas nos Estados Unidos caíam 13%, cotadas a US$1.512,25. O preço estava no menor nível desde meados de maio.
Citi vê resultado de Ebit como negativo
Segundo analistas do Citi, o trimestre manteve as tendências recentes, com o forte crescimento no Brasil mais uma vez superando o consenso do mercado. Ainda assim, o Ebit ficou abaixo do esperado, em US$676 milhões, queda de 6% na comparação anual.
“No entanto, o resultado de Ebit abaixo do esperado (US$676 milhões, queda de 6% ano a ano) é claramente negativo, dado que o mercado projetava uma margem próxima de 7%. A principal questão agora é quão rapidamente o Mercado Livre conseguirá normalizar seus custos sem comprometer o atual ritmo de reinvestimentos”, disseram os analistas.
Carteira de crédito preocupa analistas
Os analistas também chamaram atenção para a operação de crédito. A carteira total segue crescendo rapidamente, mas algumas linhas estão desacelerando mais do que o previsto.
“Com os juros no Brasil provavelmente permanecendo elevados, isso pode indicar critérios de concessão mais conservadores, criando potencialmente um equilíbrio delicado entre a qualidade da carteira de crédito e o crescimento do GMV”, afirmaram João Pedro Soares e Felipe Husein, em relatório a clientes.
Mesmo com essas ressalvas, a dupla vê a relação risco-retorno como atraente. “Apesar dessas preocupações, acreditamos que a relação risco-retorno continua atraente, considerando o excelente momento de crescimento das receitas do Mercado Livre”, escreveram.
Os analistas recomendam compra para os papéis.
Editoria:
Redação Economia
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