BRF estrutura fundo de crédito de R 1,2 bilhão para antecipar recebíveis

Fundo substitui o FIDC BRF II e permite à empresa antecipar recebíveis de clientes para turbinar o fluxo de caixa.

Logo da BRF

A BRF concluiu nesta quarta – feira (23) a estruturação da primeira classe do Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios Clientes BRF III, o FIDC BRF III. O novo fundo movimentou R 1,2 bilhão e substitui o FIDC BRF II, que era usado pela companhia até então.

O objetivo do FIDC BRF III é adquirir direitos creditórios gerados por operações comerciais entre a BRF e seus clientes no Brasil. A primeira classe do fundo foi dividida em quatro subclasses distintas, e a colocação inicial dos papéis foi concluída com sucesso, segundo a empresa.

Como funciona o novo fundo

O mecanismo permite que a BRF estruture recebíveis provenientes de suas operações no mercado brasileiro dentro do fundo. Na prática, a companhia consegue antecipar recursos que receberia de clientes no futuro, transformando vendas a prazo em capital disponível de forma imediata.

A operação sucede a estrutura anterior, o FIDC BRF II, que já era utilizado pela empresa para o mesmo fim. Agora, com o novo fundo, a BRF busca ampliar a eficiência na gestão de seus recebíveis e manter o fluxo de caixa aquecido.

O Banco Bradesco será responsável pela custódia e pela liquidação dos ativos do fundo. Já a BEM Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários atuará como administradora da estrutura.

Contexto e impacto para a empresa

A BRF, uma das maiores empresas de alimentos do país, recorre a esse tipo de operação para financiar suas atividades sem depender exclusivamente de linhas de crédito bancário tradicionais. O FIDC permite que a companhia transforme recebíveis de clientes em títulos negociados no mercado, o que atrai investidores em busca de rentabilidade atrelada ao risco de crédito da empresa.

Com o volume de R 1,2 bilhão, o FIDC BRF III se consolida como uma ferramenta relevante de captação. A primeira classe já está totalmente estruturada, e a expectativa é de que o fundo ajude a BRF a manter o ritmo de investimentos e a gestão de capital de giro ao longo de 2026.

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O sucesso da colocação inicial dos papéis indica boa aceitação do mercado, segundo analistas. A diversificação em quatro subclasses distintas também demonstra flexibilidade para atender a diferentes perfis de investidores.

Papéis dos envolvidos

O Banco Bradesco, que já atuava em operações similares com a BRF, assumiu a custódia e a liquidação dos ativos do novo fundo. A BEM Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, por sua vez, fica responsável pela administração, garantindo a conformidade e a gestão operacional do FIDC BRF III.

A BRF não detalhou prazos para novas classes do fundo nem informou se pretende ampliar o volume total nos próximos meses. A empresa, no entanto, destacou que a operação foi concluída dentro do esperado e que a estrutura atende às necessidades de financiamento de curto e médio prazo.