Brasil projeta crescimento de 13% nas exportações com acordo Mercosul-União Europeia até 2038

O Brasil espera um salto de 13% nas exportações com o acordo Mercosul-União Europeia, promete Geraldo Alckmin. Descubra os impactos e desafios dessa mudança!

23/04/2026 15:31

4 min

Brasil projeta crescimento de 13% nas exportações com acordo Mercosul-União Europeia até 2038
(Imagem de reprodução da internet).

Aumento nas Exportações Brasileiras com Acordo Mercosul-União Europeia

O governo do Brasil projeta um crescimento de 13% nas exportações do país com a implementação total do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, prevista para 2038. Essa informação foi divulgada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, em um momento que antecede a entrada em vigor parcial do tratado. “A degravação é gradual, mas cerca de 5 mil produtos terão isenção de impostos a partir de 1º de maio, o que gerará um impacto significativo”, afirmou Alckmin em uma entrevista concedida na quarta-feira (22) a agências internacionais.

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Para o setor industrial brasileiro, a expectativa é de um aumento de 26% nas exportações devido ao acordo, conforme acrescentou o vice-presidente. A implementação em 1º de maio será provisória, uma vez que alguns países, como a França, questionaram o acordo no Tribunal de Justiça europeu.

Apesar disso, a execução começará imediatamente e deverá ser concluída em até 12 anos.

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Impactos e Expectativas do Acordo

Alckmin, que participou das negociações como ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio até recentemente, destacou que setores como frutas, açúcar, carne bovina e de frango, além de alguns tipos de maquinário, poderão sentir os efeitos imediatos do acordo.

No entanto, ele também alertou que as importações brasileiras devem aumentar.

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Atualmente, o comércio entre Brasil e a União Europeia, que é o segundo maior parceiro comercial do país, atrás apenas da China, alcança US$ 100 bilhões, apresentando um leve superávit europeu de cerca de US$ 500 milhões. Uma análise da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações) sugere que a balança comercial brasileira pode registrar um aumento de até US$ 1 bilhão já no primeiro ano de vigência do acordo.

Projeções Econômicas e Desafios

Um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) indica que as reduções de tarifas e as cotas de exportação podem resultar em um crescimento de 0,46% no Produto Interno Bruto brasileiro entre 2024 e 2040, o que equivale a mais de US$ 9,3 bilhões.

Apesar do otimismo em relação ao acordo, a implementação de salvaguardas rigorosas por parte dos europeus, que prevêem a suspensão das importações em caso de aumento de 5% acima da média dos últimos três anos, gerou descontentamento no setor agrícola brasileiro, levando o Brasil a adotar medidas semelhantes.

“A salvaguarda é mútua. Se houver um pico de importação, tanto o Mercosul quanto os países da União Europeia podem solicitar uma suspensão temporária. É um acordo equilibrado”, destacou Alckmin.

Novos Acordos e Expansão do Mercosul

Após um período de inatividade em termos de acordos comerciais desde 2013, o Mercosul avançou nas negociações nos últimos anos, incluindo acordos com Suíça, Noruega, Liechtenstein e Islândia. O vice-presidente mencionou que há a possibilidade de novos acordos serem firmados ainda este ano com os Emirados Árabes Unidos e o Canadá.

Além disso, o Mercosul pode se expandir, com a Bolívia em processo de adesão e a Colômbia demonstrando interesse em participar. A Venezuela, atualmente suspensa, também pode ser reavaliada, conforme afirmou Alckmin.

Negociações com os Estados Unidos

Enquanto celebra o início do acordo com a União Europeia, o governo brasileiro continua buscando avanços nas negociações com os Estados Unidos. Embora a maioria das tarifas americanas tenha sido reduzida por uma decisão da Suprema Corte dos EUA, setores como aço, alumínio e cobre ainda enfrentam tarifas de 50%, além de 25% no setor de automóveis e autopeças.

O Brasil está sob investigação na seção 301 da lei de comércio norte-americana, com um foco em trabalho escravo e questões relacionadas ao Pix, desmatamento e ambiente digital de negócios.

Na semana passada, uma delegação brasileira esteve nos Estados Unidos para discutir essas investigações. “Fornecemos todos os esclarecimentos necessários e, se for preciso, estaremos disponíveis para mais reuniões”, afirmou Alckmin, sem entrar em detalhes sobre os encontros em Washington.

Ele ressaltou a importância da boa relação estabelecida entre o presidente Lula e o presidente Trump, enfatizando o potencial para parcerias nas áreas tarifária e não tarifária.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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