Segurança no Estreito de Ormuz: Empresas de Navegação Exigem Garantias para Retomar Tráfego

Segurança no Estreito de Ormuz é Prioridade para Empresas de Navegação
Uma passagem segura e sustentável pelo Estreito de Ormuz é a principal exigência das grandes empresas de navegação antes que o fluxo de petróleo e carga pelo Golfo Pérsico seja retomado, afirmaram dois executivos do setor nesta quarta-feira (22).
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Jotaro Tamura, presidente-executivo da Mitsui O.S.K. Lines, uma das maiores companhias de navegação do mundo, destacou que, apesar das esperanças geradas pelo cessar-fogo temporário há duas semanas, a realidade ainda não reflete segurança nas rotas marítimas.
Em entrevista à Reuters durante a Semana Marítima de Cingapura, Tamura ressaltou que a situação de insegurança persiste, mesmo que o estreito seja reaberto. Ele mencionou um alerta da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã sobre a presença de minas na região. “É uma questão de definição de ‘aberto’.
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Está realmente aberto, ou está ‘meio aberto’? Está aberto, mas há risco?”, questionou.
Incertezas e Expectativas no Setor Marítimo
O executivo acredita que, em algum momento, as viagens serão retomadas e a normalização ocorrerá, mas é difícil prever como isso se dará. Ao ser questionado sobre a possibilidade de a Mitsui O.S.K. Lines pagar taxas de pedágio ao Irã, Tamura afirmou que a empresa seguirá a lei internacional, que garante a liberdade de passagem pelo estreito.
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Alexander Saverys, presidente-executivo da CMB.Tech, uma importante empresa marítima belga, também expressou a necessidade de mais clareza sobre a situação. “Não podemos nos proteger. Só precisamos esperar o que vai acontecer no Oriente Médio”, comentou Saverys, ressaltando que a incerteza está em alta.
Garantias de Tráfego Marítimo
O executivo da CMB.Tech enfatizou que é fundamental haver confiança para que as empresas possam transitar pela região sem problemas. “Hoje não temos nenhuma garantia. Só teremos essa garantia quando virmos que os navios podem passar pelo estreito de forma segura e sustentável”, afirmou.
Saverys também destacou que o Estreito de Ormuz é uma passagem livre, onde normalmente não se deve pagar pedágio, e que a empresa investigará caso essa situação mude no futuro.
Atualmente, o tráfego marítimo pelo estreito está praticamente paralisado desde o início do conflito entre EUA e Irã, em 28 de fevereiro. Normalmente, cerca de 130 navios transitam diariamente pelo Golfo Pérsico, movimentando aproximadamente 20% do suprimento diário de petróleo e gás natural liquefeito do mundo.
Autor(a):
Lucas Almeida
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.



