AtlasIntel: 47% acham que o STF está totalmente envolvido no caso Banco Master
Pesquisa da AtlasIntel sobre o caso Banco Master
Levantamento da AtlasIntel/Bloomberg divulgado nesta quarta-feira (25) mostra que 47% dos entrevistados consideram o Supremo Tribunal Federal (STF) totalmente envolvido nas fraudes do Banco Master, fundado por Daniel Vorcaro.
A pesquisa ouviu 5.028 eleitores; para 45%, o Congresso está totalmente envolvido, e para 43%, o governo do presidente Lula (PT).
Detalhes da pesquisa
Os resultados da pesquisa indicaram um alto grau de percepção de envolvimento. Em relação ao STF, 47% dos entrevistados consideraram o envolvimento “totalmente envolvido”, seguido por 10% que avaliaram como “muito envolvido” e 12% como “algo envolvido”.
Apenas 13% dos entrevistados consideraram o envolvimento “pouco envolvido”, enquanto 8% não tinham conhecimento sobre o assunto. Em relação ao Congresso, 45% dos entrevistados consideraram o envolvimento “totalmente envolvido”, enquanto 26% avaliaram como “muito envolvido”.
Investigações e prisões
Após a primeira prisão de Vorcaro, em 17 de novembro de 2025, vieram à tona mensagens enviadas por ele pelo WhatsApp. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social solicitou a identificação do destinatário dessas mensagens ao Sistema de Investigação de Registros Telefônicos e Telemáticos.
A resposta foi considerada infrutífera.
O caso Banco Master e o STF
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, após suspeitas de fraude. O valor da liquidação, estimado em R$ 50 bilhões, representou a maior quebra da história do setor financeiro. A operação Compliance Zero, da Polícia Federal, resultou na prisão de Daniel Vorcaro, que foi posteriormente afastado do banco.
O caso foi encaminhado ao STF, com Dias Toffoli inicialmente na relatoria, mas a crise gerada pelo caso levou à mudança de relator para o ministro André Mendonça.
Menções a autoridades
Durante a investigação, surgiram menções a autoridades dos três Poderes. A advogada Viviane Barci de Moraes, que trabalhou para o Banco Master por 22 meses, recebeu um valor elevado por seus serviços.
A pesquisa foi realizada com um custo de R$ 75.000, pago com recursos próprios da AtlasIntel.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
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