Xi Jinping deixa os EUA após visita de Estado e convida Trump para a China
Xi Jinping convida Trump para visitar a China ainda em 2026, durante cúpulas da APEC e do G20.
O presidente da China, Xi Jinping, já está de volta a Pequim após uma visita de três dias aos Estados Unidos, onde se encontrou com Donald Trump. A partida de Xi e da primeira – dama Peng Liyuan ocorreu na Base Conjunta Andrews, com direito a honras militares e tapete vermelho — um ritual típico de visitas de Estado.
Antes de embarcar, a comitiva chinesa participou de um roteiro que incluiu uma visita aos Arquivos Nacionais ao lado de Donald Trump e da primeira – dama Melania Trump. O clima entre os dois líderes foi de cordialidade pública: Trump classificou o encontro como um “grande avanço” nas relações bilaterais, enquanto Xi destacou que a parceria entre os países se sustenta em “respeito, justiça e reciprocidade”.
Encontros futuros já estão na agenda
Durante um chá oferecido na Casa Branca ao casal Trump, Xi Jinping fez questão de projetar os próximos passos da relação entre as duas potências. Segundo uma tradução oficial de suas declarações, o líder chinês afirmou que “as perspectivas para esta relação se tornarão mais promissoras” e adiantou que ainda neste ano os dois presidentes terão novas oportunidades de diálogo.
“Olhando para o restante deste ano, haverá mais duas oportunidades para nos encontrarmos. Primeiramente, a reunião da APEC na China e, depois, a cúpula do G 20 nos Estados Unidos”, disse Xi, que também mencionou que receberia Trump de volta em território chinês.
Trump respondeu na mesma moeda. “Muito obrigado. Iremos, sim, e conversaremos bastante”, afirmou o presidente americano, demonstrando disposição para manter o canal aberto entre as duas maiores economias do mundo.
Um histórico de encontros frequentes
A passagem de Xi por Washington representa o segundo encontro entre os dois líderes apenas neste ano. No total, esta foi a terceira vez que se reuniram durante o segundo mandato de Trump, o que indica uma tentativa de ambos os lados em manter uma linha de comunicação constante, mesmo diante de tensões comerciais e geopolíticas.
O tom positivo adotado por ambos durante a visita contrasta com os embates que marcaram os primeiros anos da relação sino – americana, especialmente em torno de tarifas e tecnologia. Agora, com a agenda já desenhada para os próximos meses, a expectativa é que os dois países tentem avançar em acordos concretos antes das novas cúpulas multilaterais.