Willer Tomaz rebate PF e diz que “sala secreta” em hangar servia a empresa de táxi-aéreo
O advogado Willer Tomaz usou um vídeo no Instagram, na quinta-feira (22), para contestar a suspeita da PF (Polícia Federal) sobre uma suposta “sala secreta” em um hangar no Aeroporto de Brasília. O espaço pertence a uma das empresas de Tomaz, que é amigo do senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Segundo o advogado, o cômodo é uma sala-cofre usada pela empresa de táxi-aéreo da qual ele é sócio, que presta serviços a transportadoras de valores. A PF localizou o local em agosto, depois de uma denúncia anônima. Não havia dinheiro em espécie no espaço, mas os investigadores suspeitam que ele servisse para guardar dinheiro vivo e outros bens.
Sala ficava atrás de painel de madeira no hangar
O cômodo estava escondido atrás de um painel de madeira e tinha uma porta aparentemente blindada. Lá dentro, os policiais encontraram prateleiras, malas e uma máquina de contar dinheiro.
“A sala é uma sala-cofre no hangar da empresa de táxi aéreo da qual eu sou sócio. Ela existe porque a empresa presta serviço para transportadoras de valores, algumas das maiores do país, com contrato”, afirmou Tomaz no vídeo.
O advogado argumentou que a estrutura é compatível com a atividade. “Quem tem sala-cofre não anuncia endereço. Transportadora de valores transporta dinheiro, objetos de valor, atividade legal, regulada, fiscalizada. Um malote precisa de lugar seguro antes e depois do deslocamento. Esse lugar é a sala-cofre. Porta blindada, grade, máquina de contar cédulas. Afinal, cofre à vista não é cofre. E o que a PF encontrou lá? Nada. Nem um real. O relatório diz que a estrutura é compatível com custódia de valores. Exatamente. É para isso que ela serve”, disse.
Tomaz nega ligação de Flávio Bolsonaro com a empresa
No mesmo vídeo, Willer Tomaz afastou qualquer vínculo do senador com o negócio. “O Flávio não tem nada a ver com a minha empresa de táxi-aéreo, nem com transportadoras de valores, nem com nenhuma outra empresa. Não tem nada de ilícito ali. Um serviço legal, empresa devidamente constituída com autorização e contrato”, declarou.
A defesa do advogado ocorre em meio às suspeitas levantadas pela investigação, que não se limitam ao hangar.
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Operação Sem Desconto apura fraudes contra aposentados do INSS
Endereços ligados a Tomaz foram alvo de buscas da PF na Operação Sem Desconto, que investiga fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O próprio advogado também esteve entre os alvos.
Uma das frentes da investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro que teriam beneficiado políticos. Nas buscas, os agentes acharam outra máquina de contar dinheiro na casa do advogado e apreenderam quatro aeronaves de suas empresas.
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