Venezuelanos protestam contra atuação israelense e americana em Caracas

Venezuelanos intensificam protesto contra atuação israelense e americana na capital; críticas à “ocupação imperialista”.

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Manifestantes queimaram bandeiras de Estados Unidos e Israel durante protesto em Caracas, nesta sexta-feira, 24 de julho | Foto: Reprodução
Manifestantes queimaram bandeiras de Estados Unidos e Israel dur...
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Organizações políticas e movimentos populares realizaram um ato na tarde desta sexta-feira, dia 24 de julho, em Caracas contra a presença crescente de funcionários israelenses no país.

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A mobilização ocorreu durante o feriado nacional que celebra Simón Bolívar, considerado libertador e primeiro presidente da Venezuela. Os manifestantes criticaram veementemente a aproximação entre o governo interino liderado por Delcy Rodríguez e Israel; segundo informações do local, uma missão técnica composta por 30 especialistas foi enviada para atuar na reconstrução após os danos causados pelo duplo terremoto ocorrido ao fim de junho.

Manifestações denunciam “ocupação imperialista”

Os participantes apontam um profundo retrocesso nas relações internacionais venezuelanas desde as rupturas diplomáticas estabelecidas em 2009, quando Hugo Chávez cortou laços com Israel devido à solidariedade expressa ao povo palestino durante ataques militares na Faixa de Gaza.

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Para o Partido Pátria Para Todos (PPT), a manifestação representa resistência contra essa “capitulação” e ocupação imposta por potências estrangeiras.

“Hoje estamos aqui não apenas para celebrar Simón Bolívar,” afirmou Rafael Uzcátegui, dirigente do PPT; “estamos ratificando que nos negaremos totalmente à capitulação.” Ele fez um paralelo histórico forte entre os ideais bolivarianos e as atuais tensões geopolíticas no país.

Críticos veem ajuda humanitária como fachada

A crítica aponta o falso discurso da assistência internacional

Enquanto a delegação de Israel foi contatada pelo governo interino com o objetivo de realizar avaliações técnicas em cerca de mil edifícios danificados estruturalmente — desenvolvendo até mesmo planos nacionais para áreas afetadas, incluindo La Guaira —, movimentos populares denunciam que essa ação é uma cortina de fumaça.

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Zuleika Matamoros, do movimento Primeiro de Maio, classificou tal auxílio humano como um “falso discurso” destinado apenas a encobrir qualquer tipo de ocupação.

Posicionamento político e anti-imperialismo na Praça Bolívar Setores políticos reafirmam luta pela soberania nacional Apesar das críticas à missão técnica israelense – cuja presença deve continuar “assessorando” o trabalho após encerrar as atividades presenciais no terreno –, diversos expoentes chavista presentes reforçaram seu compromisso com os princípios revolucionários. Íris Varela, deputada do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e ex-ministra; rejeitou que houvesse mudança em relação ao apoio venezuelano à causa palestina.

“Somos um povo anti-imperialista,” declarou a parlamentar PSUV durante o ato de resistência contra violações supostamente promovidas pelo governo estadunidense junto aos órgãos governamentais locais.”

Os manifestantes levaram cartazes defendendo que cidadãos estadunidenses e israelenses deixem o país, em defesa da soberania nacional.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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