Vaticano responde a Trump e defende Leão XIV como “voz moral”

Resposta do Vaticano às Críticas de Donald Trump ao Papa Leão XIV
Em uma reação às severas críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Papa Leão XIV, um representante do Vaticano afirmou nesta segunda-feira (13) que o líder americano estava atacando “uma voz moral” por não conseguir contê-la.
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O padre Antonio Spadaro, subsecretário do Dicastério para a Cultura e a Educação do Vaticano, comentou no X que “Trump não debate com Leão: ele implora que o Papa se refugie em uma linguagem que ele possa dominar. Mas o Papa fala outra língua, que se recusa a ser reduzida à gramática da força, da segurança e do interesse nacional.”
Leão XIV, o primeiro papa americano, tem se manifestado cada vez mais sobre a situação no Irã, tendo condenado na semana passada as ações de Trump contra o povo iraniano como “verdadeiramente inaceitáveis”. Na noite de domingo (12), enquanto o papa se preparava para uma viagem de 10 dias por quatro países africanos, Trump o criticou também pela posição sobre o Irã. “Não gostamos de um papa que diga que é aceitável ter uma arma nuclear.
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Ele é um homem que não acha que devamos brincar com um país que quer uma arma nuclear para poder destruir o mundo.”
Reações de Trump e Análise de Correspondentes
Na rede social Truth Social, Trump chamou Leão de “fraco no combate ao crime” e “péssimo em política externa”. Christopher Lamb, correspondente da CNN no Vaticano, destacou que “não se lembra da última vez que o presidente dos Estados Unidos atacou um papa dessa maneira”.
Ele observou que o papa Leão XIV atua como um contrapeso espiritual e diplomático ao presidente, ressaltando que suas prioridades contrastam com as de Trump.
O papa Leão XIV está prestes a se tornar o primeiro papa a visitar a Argélia, um país de maioria muçulmana, antes de seguir para Camarões, Angola e Guiné Equatorial. Lamb comentou que “o contraste entre um papa americano na Argélia, um país muçulmano, em um momento em que os EUA estão envolvidos em uma operação militar no Irã, é gritante”.
Ele acrescentou que as declarações do pontífice sobre a guerra estão “repercutindo nos EUA” e que a resposta de Trump foi “muito forte e sem precedentes”.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
Editoria:
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