Vale descarta dividendos extraordinários em 2026, mas admite recomprar ações após a queda

Com dívida líquida expandida em US$ 16 bilhões, acima do teto de US$ 15 bilhões para proventos extras, o CFO Marcelo Bacci diz que o tema só volta em 2027.

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Mina de cobre do Sossego, operada pela mineradora brasileira Vale, vista de um avião em Canaá dos Carajás 11 de setembro de 2025 REUTERS/Amanda Perobelli

A Vale vê a queda “expressiva” das ações neste ano como uma chance de recomprar papéis, afirmou o CFO da mineradora, Marcelo Bacci. A declaração foi dada na manhã da sexta-feira (30), durante teleconferência e coletiva de imprensa sobre os resultados do terceiro trimestre de 2026.

Os papéis da companhia subiam quase 5% na manhã, cotados a R$ 62,79. Apesar de falar em recompras, diretores da empresa avaliam que dividendos extraordinários são improváveis neste ano.

Dívida acima do ideal afasta dividendos extras

Segundo a companhia, a possibilidade de dividendos extraordinários fica afastada quando a dívida líquida expandida se aproxima da banda superior do guidance. Neste caso, a linha ficou em US$ 16 bilhões, quando precisaria ser inferior a US$ 15 bilhões para que os proventos fossem possíveis.

A faixa atual para a dívida expandida da companhia está entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões.

“Preferimos estar um pouco no lado mais conservador para lidar com cenários mais incertos no ano que vem. Podemos discutir isso em 2027, mas essa é a decisão por agora”, afirmou o CFO.

Frete já está coberto para o quarto trimestre

O CEO da companhia, Gustavo Pimenta, afirmou que a Vale já cobriu suas necessidades de frete para o quarto trimestre. Ele também disse que a empresa tem mais de 80% dos contratos garantidos para 2027.

O frete é uma das principais preocupações de analistas em relação às operações da mineradora, sobretudo pela alta dos combustíveis e pelo impacto dessa elevação no custo total.

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Administração reafirma guidance e aponta custos no piso

A administração reafirmou algumas orientações previamente fornecidas, já presentes no relatório que divulgou os resultados na noite da quinta-feira (29).

O CFO Marcelo Bacci considera que os custos all-in de cobre podem terminar o ano no limite mais baixo do guidance previsto. Ele também disse que o capex deve seguir mais próximo do limite inferior.

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