Mesmo com Newcastle em Santa Catarina, Uruguai libera aves do resto do Brasil em 19 dias
O Uruguai decidiu na sexta-feira (6) voltar a importar produtos avícolas brasileiros, com exceção dos originados em Santa Catarina. A informação foi antecipada na quinta-feira (5) pela Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Com a decisão, nenhum parceiro comercial mantém restrições às importações de produtos avícolas de todo o território brasileiro, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O país sul-americano reconheceu a regionalização sanitária depois da confirmação de um foco da doença de Newcastle em Nova Itaberaba, em Santa Catarina, em 18 de outubro.
Restrição uruguaia fica limitada a Santa Catarina
A medida do Uruguai foi tomada após um trabalho em conjunto entre a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), segundo nota do Mapa. As duas secretarias são vinculadas ao próprio ministério.
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, comparou o tempo de vigência da barreira. Para ele, a restrição durou 19 dias em todo o País antes de ficar restrita ao território catarinense.
“Em 2024, foram 74 dias. Agora, apenas 19. É uma diferença enorme e um resultado que merece ser comemorado. Não estamos falando apenas de números, mas de confiança, de credibilidade e da capacidade do Brasil de demonstrar que uma ocorrência sanitária localizada não precisa comprometer o comércio de todo o país. Essa é uma conquista do trabalho conjunto das nossas equipes, que protege a produção brasileira e dá mais segurança a quem produz e exporta.”
Impacto nas vendas externas cai para 3% do total
Pelas contas do Mapa, com as restrições do Uruguai e de outros países limitadas a Santa Catarina, as exportações brasileiras de produtos avícolas passam a perder cerca de 15 mil toneladas por mês. Esse volume equivale a 3% da média mensal exportada pelo Brasil, que gira em torno de 500 mil toneladas.
Onze países ainda restringem produtos catarinenses
Hoje, 11 países continuam com restrições aos produtos avícolas de Santa Catarina. O governo federal afirma que o objetivo agora é restringir essas medidas apenas à área onde o foco da doença de Newcastle foi detectado, para poupar os demais produtores e exportadores do Estado.
Na mesma nota, o Ministério disse aos consumidores que a carne e os demais produtos avícolas submetidos à inspeção oficial continuam seguros para consumo. “Aos consumidores, o Ministério reitera que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações”.
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