Mpox: Brasil tem 665 casos em 2026 e Ministério da Saúde lista os sintomas da doença

A mpox voltou a chamar atenção no Brasil após o aumento de novos casos. O país registrou 665 casos da doença em 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. A infecção, causada por um vírus, pode provocar lesões na pele, febre, dores musculares e inchaço dos gânglios linfáticos.
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O número nacional representa queda de 94% em relação a 2022, mas alguns estados viram os casos subirem recentemente. Em São Paulo, a Secretaria Estadual da Saúde confirmou cerca de 60 casos nos últimos 30 dias. O estado soma 300 diagnósticos em 2026, sem mortes registradas.
Quais são os sintomas da mpox?
As manifestações podem surgir entre 1 e 21 dias após a exposição ao vírus. Em muitos casos, os primeiros sinais aparecem já na primeira semana. Os sintomas variam de pessoa para pessoa, e nem todo paciente apresenta os mesmos sinais.
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Segundo o Ministério da Saúde, os sintomas mais comuns são lesões ou erupções na pele, febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, ínguas, cansaço e falta de energia e dor de garganta. Dor de cabeça e cansaço também podem aparecer em parte dos casos.
As lesões costumam surgir no rosto, nas mãos, nos pés, na boca e na região genital ou anal. No início, parecem pequenas manchas. Depois, viram bolhas com líquido, que secam e formam crostas durante a cicatrização. Há pacientes com poucas feridas, enquanto outros têm erupções espalhadas pelo corpo.
Como o vírus passa de uma pessoa para outra
A transmissão acontece principalmente pelo contato físico próximo com alguém infectado. O vírus pode passar pelo contato direto com lesões, pele ou mucosas, incluindo beijos e relações sexuais. A doença pode ser transmitida durante o sexo, mas não depende desse tipo de contato.
Roupas, toalhas, lençóis e outros objetos contaminados também oferecem risco. Segundo a OMS, o contato próximo face a face pode permitir a transmissão por partículas respiratórias infecciosas. Animais infectados também podem transmitir a doença a humanos, sobretudo por mordidas, arranhões ou contato com tecidos e fluidos desses animais.
Como evitar a infecção e o que fazer em caso de suspeita
A prevenção envolve reduzir a exposição ao vírus e evitar pessoas com sintomas suspeitos. Entre os cuidados recomendados pela OMS estão evitar contato direto com lesões, não compartilhar objetos pessoais, higienizar as mãos com frequência e limpar superfícies potencialmente contaminadas.
O uso de preservativos reduz determinados riscos, mas não impede completamente a transmissão, já que o vírus também pode passar pelo contato entre áreas da pele não cobertas.
Pessoas com mpox podem transmitir o vírus desde o início dos sintomas até a cicatrização completa das lesões. Segundo a OMS, os pacientes devem seguir o isolamento indicado pelo médico até que as feridas cicatrizem e uma nova camada de pele se forme.
Quem teve contato próximo com um infectado deve observar sintomas por 21 dias após a exposição.
Quem apresenta lesões suspeitas, sobretudo após contato com alguém infectado, deve procurar uma unidade de saúde. O diagnóstico pode exigir exames laboratoriais, porque a mpox se parece com outras doenças que alteram a pele. Enquanto aguarda avaliação, a pessoa deve evitar contato físico próximo e não coçar nem estourar as bolhas.
Há tratamento e vacina disponíveis?
O tratamento é voltado principalmente ao controle dos sintomas e à prevenção de complicações, com alívio da dor, hidratação e cuidados com as lesões, conforme avaliação dos profissionais de saúde. A maioria dos pacientes se recupera em duas a quatro semanas, de acordo com a OMS. Algumas pessoas, porém, podem desenvolver complicações.
Crianças, gestantes e pessoas com sistema imunológico comprometido têm maior risco de formas graves. Existem vacinas contra a mpox, mas a indicação depende das recomendações das autoridades de saúde e da avaliação do risco de exposição. A vacinação pode ser usada como medida preventiva para grupos específicos e, em situações determinadas, após contato com uma pessoa infectada.
Editoria:
Redação Saúde e Educação
A Redação Saúde e Educação reúne a cobertura do Clique Fatos sobre saúde, bem-estar e educação. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



