Trump planeja arco do triunfo de 76 metros com drones e franco-atiradores em Washington

A administração Trump planeja erguer um arco do triunfo de 76 metros de altura em Washington, equipado com drones militares e franco – atiradores. O projeto, que já recebeu autorização da FAA (Administração Federal de Aviação), reacendeu o debate sobre o uso do conceito de segurança nacional para justificar gastos públicos em obras pessoais do presidente.
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O plano prevê a construção de um complexo nas imediações do Cemitério Nacional de Arlington, do outro lado do rio Potomac. A justificativa oficial é a criação de um perímetro de segurança ao redor do presidente, em um momento em que ele iniciou uma guerra e ordenou o sequestro do presidente de outro país.
Críticos, no entanto, questionam se a ameaça é real ou se o governo está usando a segurança nacional como um “coringa” para exercer o poder presidencial.
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Autorização da FAA e críticas ao projeto
A FAA aprovou recentemente a construção do arco, mas sua autorização não mencionava nada sobre drones militares ou franco – atiradores. A estrutura, de cerca de 76 metros, não representaria risco para o tráfego aéreo com destino ao Aeroporto Nacional Ronald Reagan, nas proximidades, segundo o órgão.
Stephen Miller, assessor da Casa Branca, declarou na segunda – feira (21) à CNN que “não é exatamente um cavalo de Troia, já que o segredo veio à tona”. Ele acrescentou que “qualquer adversário estrangeiro que tivesse Washington como alvo saberia do que se trata, o que contém e onde atacar”.
A declaração gerou ainda mais controvérsia sobre a real necessidade do equipamento militar no arco.
O Pentágono, que conta com equipes da SWAT na cidade, torna desconcertante a necessidade de um arco do triunfo repleto de equipamentos militares, segundo críticos. “Esperemos que os Estados Unidos nunca cheguem ao ponto em que franco – atiradores militares apontem suas armas do alto de um arco do triunfo para o outro lado do rio”, afirmou uma fonte ligada ao planejamento urbano de Washington.
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Prioridade nos gastos militares e a “Cúpula Dourada”
A administração Trump tem priorizado os gastos com segurança nacional. O presidente prometeu um escudo de defesa antimísseis chamado “Cúpula Dourada”, inspirado no sistema israelense, para proteger os Estados Unidos de um possível ataque com mísseis.
A diferença de escala entre os dois países, no entanto, complica a situação e eleva o custo a cifras astronômicas.
Trump também deseja aumentar drasticamente os gastos militares até atingir aproximadamente US 1,5 trilhão — um aumento de cerca de 40%. O Congresso, porém, ainda não aprovou tal aumento. Críticos apontam que o projeto do arco pode ser mais uma forma de desviar recursos para projetos pessoais do presidente.
Riscos históricos e ameaças reais a Washington
Washington já foi atacada antes. Os britânicos saquearam a cidade em 1814, e terroristas sequestraram aviões comerciais e lançaram um deles contra o Pentágono em 2001. Durante a Guerra Civil, a cidade foi fortemente fortificada e cercada por fortes militares, e o presidente Abraham Lincoln foi atacado durante uma visita a Fort Stevens, na zona norte da cidade.
Apesar disso, a extensão e a geografia dos Estados Unidos tornam impensável qualquer tipo de cerco à cidade hoje. Trump e alguns de seus apoiadores classificaram a chegada de imigrantes como uma invasão, mas não há provas que sugiram que Washington corra perigo de sofrer um ataque.
A questão de saber se o governo pode recorrer à Lei de Inimigos Estrangeiros de 1798 para deportar supostos membros de gangues criminosas sem audiência judicial permaneceu sem solução.
Os perigos que os presidentes enfrentam muitas vezes provêm do próprio entorno. Trump foi alvo de tentativas de assassinato e, em 2020, foi levado às pressas para o bunker da Casa Branca em meio a protestos tensos na Lafayette Square. A existência de tais ameaças permite que Trump invoque a segurança nacional para obter o que deseja agora, mesmo não tendo utilizado esse argumento até que os planos para seu salão de baile e seu arco já estivessem bastante avançados.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



