Trump pede a Zelensky que pare de atacar refinarias russas para conter alta do diesel

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu neste domingo (13) que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, interrompa os ataques contra a infraestrutura de diesel da Rússia. A declaração foi feita por Trump durante uma visita ao torneio Irish Open, no oeste da Irlanda, em um campo de golfe de propriedade de sua família.
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Segundo ele, os bombardeios estariam gerando uma escassez global do combustível que “prejudica o mundo”.
Nas últimas semanas, a Ucrânia intensificou uma onda de ataques de longo alcance com drones contra refinarias de petróleo russas. A ofensiva reduziu drasticamente a produção de combustível do país vizinho e provocou falta de gasolina em todo o território russo.
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Kiev, que sofre com ataques à sua própria infraestrutura energética, defende que as refinarias são alvos militares legítimos.
Impacto nos preços e no mercado global
O efeito dos ataques já chegou aos Estados Unidos. Segundo o serviço de monitoramento de preços Gas Buddy, o preço médio nacional do diesel no país — combustível usado por caminhões, trens, navios e equipamentos agrícolas — ultrapassou 6 dólares por galão pela primeira vez na quinta – feira (10.
“O senhor Zelensky tem que fazer uma coisa: ele tem que parar de destruir a infraestrutura de diesel na Rússia”, afirmou Trump a jornalistas. “Conversamos com o Sr. Zelensky sobre isso. Há muitos outros alvos. Não ataquem o diesel. Isso está prejudicando o mundo”, completou o presidente americano.
Trump também atribuiu a crise global de abastecimento ao conflito entre Rússia e Ucrânia, e não ao Oriente Médio. “A escassez global não é causada pelo Oriente Médio; é causada pelo que está acontecendo com a Rússia e a Ucrânia”, acrescentou.
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Previsão russa e cenário energético
O impacto da guerra na produção russa de petróleo também foi revisado para baixo. De acordo com uma minuta de previsão do governo russo, à qual a agência Reuters teve acesso, a Rússia reduziu sua previsão de produção de petróleo para este ano ao nível mais baixo em 17 anos.
O documento ainda revisou as perspectivas de exportação de combustível para 2026 e 2027 por causa do conflito.
Enquanto isso, a Ucrânia segue mirando a infraestrutura energética russa como parte de sua estratégia militar. A justificativa de Kiev é de que as refinarias são usadas para abastecer o esforço de guerra russo, o que as torna alvos legítimos dentro das regras do conflito.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



