Trump diz que EUA investigam Coreia do Norte por roubo de US$ 6,3 bilhões em cripto da Binance

Ataque seria o maior da história do setor; Trump não confirmou autoria, e levantamento aponta desvios em USDT, bitcoin e ether.

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Líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un | Foto: Reprodução/Exame
Líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un | Foto: Reprodução/Exame

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na sexta-feira, 30, que o país investiga uma possível participação da Coreia do Norte no roubo de US$ 6,3 bilhões em criptomoedas da Binance, considerada a maior empresa do setor no mundo.

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Ao ser questionado por jornalistas no Salão Oval sobre a possibilidade de o ataque ser atribuído a hackers norte-coreanos, Trump respondeu: “Estamos investigando”. Em seguida, acrescentou: “Foi um ataque hacker”. Ele não confirmou a autoria.

O episódio é considerado o maior roubo da história do setor. Segundo o perfil Watcher Guru, que conseguiu identificar parte dos desvios, o valor se divide em diferentes ativos digitais, entre eles stablecoins, bitcoin e ether.

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Quanto foi desviado em cada criptomoeda

De acordo com o levantamento do Watcher Guru, foram desviados US$ 1,57 bilhão em USDT, a stablecoin, e US$ 1,45 bilhão em bitcoin. O ether somou US$ 875 milhões, enquanto a stablecoin USDC acumulou US$ 823 milhões.

Além desses, houve perdas de US$ 234 milhões em TRX e de US$ 88,75 milhões na stablecoin RLUSD. Também entraram na conta US$ 75 milhões em wrapped beacon ETH, US$ 50 milhões em tether gold e US$ 447,5 milhões em outras criptomoedas.

Histórico de ataques a corretoras atribuídos ao regime

Para a comunidade internacional, o possível envolvimento de Pyongyang não chega como surpresa. O país acumula um histórico longo de ataques hackers que levaram bilhões em ativos de empresas e corretoras.

Em fevereiro de 2025, hackers norte-coreanos levaram US$ 1,5 bilhão da corretora Bybit. Segundo o FBI e o Center for Strategic and International Studies (CSIS), o grupo combinou engenharia social direcionada a funcionários com um ataque à cadeia de suprimentos de software.

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Na sequência, a invasão violou uma carteira de múltiplas assinaturas e pulverizou os ativos em milhares de endereços na blockchain. Depois, os recursos foram convertidos em Bitcoin, o que dificultou o rastreamento internacional. Antes disso, em julho de 2024, a WazirX, maior corretora de criptomoedas da Índia, perdeu US$ 235 milhões em uma ofensiva atribuída ao mesmo regime.

Como o grupo Lazarus age e para que serve o dinheiro

O Lazarus é uma unidade cibernética patrocinada pelo Estado norte-coreano e subordinada à agência de inteligência Reconnaissance General Bureau. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos associa o grupo à invasão da Sony Pictures em 2014, e autoridades britânicas o responsabilizam pelo ransomware Wanna Cry, de 2017.

Os criminosos costumam mirar profissionais com acessos privilegiados. Para isso, se passam por falsos recrutadores e oferecem entrevistas de emprego e testes de programação adulterados, que instalam acesso remoto nos computadores. Sophia Shigueoka, chefe de cibersegurança da empresa Core, afirma que os ataques também usam deepfakes e phishing direcionado.

Monitores da ONU citados pela agência Reuters afirmam que os recursos roubados financiam o programa nuclear norte-coreano. Segundo John Park, especialista em inteligência artificial e engenheiro de software da AGI Inc., o dinheiro ajuda a bancar os programas militar, nuclear e de mísseis do país. Relatórios de especialistas do Conselho de Segurança da ONU apontam que cerca de 50% da receita norte-coreana em moeda estrangeira vem de operações cibernéticas.

A Redação Tecnologia e Games reúne a cobertura do Clique Fatos sobre tecnologia, internet e games. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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