Terremoto de 7,4 na Colômbia atinge “Coração do Café” e gera preocupações no mercado internacional

O terremoto na Colômbia levanta temores sobre a produção de café, afetando diretamente o mercado internacional e a economia local.

14/08/2026 07:30

3 min

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Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia na última segunda – feira e causou danos significativos na principal região produtora de café do país, conhecida como “Eixo Cafeiro” ou “Coração do Café”. A tragédia não só resultou em um alto número de vítimas, como também gerou preocupações sérias sobre os impactos econômicos para os produtores locais e para o mercado internacional de café.

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A área afetada é responsável por 840 mil hectares de cultivo de café arábica lavado, que consolidam a Colômbia como o maior produtor da América Latina. Isadora Camargo, âncora de Agro da CNN, enfatizou: “a Colômbia depende do café para viver, economicamente falando”, ressaltando que muitos países ao redor do mundo dependem da importação deste produto.

Departamentos afetados e danos à infraestrutura

O “Eixo Cafeiro” abrange três departamentos: Caldas, Risaralda e Quindio. Sozinha, Caldas responde por 75% das exportações de café colombiano e abriga uma parte significativa do beneficiamento e processamento do grão. Pereira, capital de Risaralda, foi uma das cidades mais impactadas pelo tremor, contabilizando 93 mortes até o momento.

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As estradas que compõem a chamada “Rota do Café”, essenciais para o transporte da produção até os portos, enfrentaram interrupções nos dias seguintes ao sismo. De acordo com Isadora Camargo, as vias já estão operando parcialmente no momento da reportagem.

Ela também mencionou que conversou com um representante da Federação Nacional do Café, que indicou ser impossível avaliar quantos produtores foram afetados ou quantas das mais de 200 mortes registradas envolvem trabalhadores do setor.

Impactos no mercado internacional

Os efeitos do terremoto começaram a ser sentidos no mercado financeiro global. Isadora Camargo afirmou que o mercado já estava abalado antes mesmo do tremor e explicou que o preço do café na Bolsa Internacional de Nova Iorque subiu devido às preocupações com a produção colombiana.

No ano anterior, a Colômbia havia alcançado uma produção recorde de 15 milhões de toneladas de café.

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Na região diretamente atingida pelo terremoto, mais de um milhão de toneladas estão comprometidas. Além dos danos imediatos causados pela tragédia, há receios sobre a continuidade da atividade cafeeira no longo prazo. “São pessoas que vivem do plantio há mais de décadas e com essas mortes pode ser que não tenha sucessão”, alertou a especialista.

Ainda assim, Isadora Camargo trouxe uma mensagem otimista vinda dos próprios cafeicultores colombianos: eles afirmaram que “a terra tremeu, mas vão se juntar para refazer isso muito rapidamente”. Para fins históricos, ela lembrou que após um terremoto de magnitude 6,2 em 1999, as plantações de café conseguiram se recuperar em dois anos e meio — um tempo considerado relativamente curto para o ciclo da safra cafeeira.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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