Colômbia chega ao quinto dia de buscas por sobreviventes após terremoto de 7,4 na última

A Colômbia inicia nesta sexta – feira (14) o quinto dia de buscas por sobreviventes do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na última segunda – feira (10). As equipes de resgate continuam a procura por desaparecidos e pessoas presas sob os escombros, embora as autoridades admitem que as chances de encontrar sobreviventes estão diminuindo com o passar do tempo.
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O mais recente balanço do governo colombiano aponta para um total de mortos, além de 3.971 feridos e 379 desaparecidos, conforme dados da UNGRD (Unidade Nacional para a Gestão de Riscos de Desastres.
As buscas se tornaram mais desafiadoras em algumas regiões, como Cali, uma das áreas mais afetadas. Com a passagem das primeiras 72 horas, consideradas críticas para localizar sobreviventes, as equipes começaram a modificar suas estratégias. “Infelizmente, estamos chegando a um ponto em que a chance está diminuindo, mas nossa missão é continuar procurando e encontrar todas as pessoas que foram dadas como desaparecidas”, afirmou David Tamayo, chefe da Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres da Colômbia, na noite da última quinta – feira (13.
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Desafios nas operações de resgate
O presidente Abelardo de la Espriella reforçou que a prioridade das autoridades é localizar pessoas ainda desaparecidas ou presas entre os destroços. “A situação é complexa, mas estamos utilizando toda a nossa capacidade, incluindo o apoio recebido de outros países”, declarou.
As equipes colombianas estão recebendo ajuda em operações em locais confinados.
De acordo com o relatório mais recente da UNGRD, mais de 10.677 casas foram destruídas e outras 65.841 apresentaram danos significativos. Além disso, 127 edifícios desabaram e 2.136 centros educacionais foram afetados. A situação é crítica também nos centros comunitários e nas unidades de saúde: mais de mil centros comunitários e 216 centros de saúde registraram impactos.
Dificuldades enfrentadas pelas comunidades
Nas áreas rurais do país, grupos de resgate relatam dificuldades para alcançar comunidades isoladas. Em Buenaventura, por exemplo, equipes do Comitê Internacional de Resgate informaram que algumas localidades só receberam assistência na noite da última quarta – feira (12.
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Em determinadas regiões, moradores se mobilizaram para tentar localizar sobreviventes entre os escombros.
Funcionários relataram que vários bairros permanecem inacessíveis devido à presença de grupos armados e destacaram problemas no acesso a serviços básicos como água, gás e eletricidade. O governo colombiano respondeu às críticas sobre a gestão da ajuda externa afirmando que não rejeitou ofertas de nenhum país; no entanto, somente aceitará equipes internacionais cujos critérios atendam aos padrões reconhecidos.
Planos para recuperação econômica
Em meio aos esforços para lidar com a tragédia, De la Espriella anunciou um plano abrangente de recuperação e pediu colaboração do setor privado. “Convocamos as principais construtoras da Colômbia e associações comerciais do setor. Não superaremos essa tragédia sozinhos; precisamos trabalhar juntos com o setor privado para reconstruir a Colômbia”, disse o presidente em declaração à imprensa.
Além disso, ele planeja declarar estado de emergência econômica e criar um fundo específico para direcionar recursos tanto nacionais quanto internacionais à recuperação de hospitais, escolas e infraestrutura danificada pela catástrofe. Essa situação representa um desafio significativo para De la Espriella, que assumiu poucos dias antes do terremoto com promessas voltadas à redução dos gastos públicos.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



