Telescópio Swift, da Nasa, deve cair em 2026 e Brasil está na faixa de possível reentrada

Depois de 22 anos em órbita, o Telescópio Espacial Neil Gehrels Swift, lançado pela Nasa em 2004, deve voltar à Terra em 2026. A previsão surge após o fracasso de uma missão que tentava recuperar o observatório. O Brasil está entre os países que poderiam receber fragmentos do equipamento, caso alguma parte resista à passagem pela atmosfera, mas não há data, horário ou local definidos para a queda.
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Projetado para durar dois anos, o Swift seguiu operando por mais de duas décadas. Ao longo desse tempo, captou cerca de duas mil explosões de raios gama e acompanhou supernovas, buracos negros, asteroides e cometas.
Onde os fragmentos podem cair?
A inclinação orbital do Swift é de 20,6 graus em relação à Linha do Equador. Por causa desse ângulo, parte do território brasileiro entra na faixa de possível reentrada, junto com áreas da América Central, da África subsaariana e do Sudeste Asiático.
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A trajetória, sozinha, não aponta o ponto exato onde algum fragmento tocaria o solo. Segundo a Nasa, ainda não é possível prever quando nem onde a reentrada acontecerá. O calor da passagem pela atmosfera pode destruir o equipamento por completo.
Para que destroços cheguem ao Brasil, duas condições precisariam se cumprir ao mesmo tempo: parte do telescópio precisaria sobreviver ao atrito com a atmosfera, e a trajetória teria de passar justamente pelo território do país.
Por que a missão foi encerrada?
A Nasa buscou estender a vida útil do telescópio com uma operação comercial feita em parceria com a Katalyst Space. Pelo plano, a nave robótica LINK agarraria o observatório e o conduziria a uma órbita mais elevada.
Em agosto, porém, agência e empresa abandonaram a manobra depois de falhas no sistema de controle de orientação da nave. Enquanto isso, o Swift voltou a fazer observações científicas, mas continuou perdendo altitude.
O que o Swift descobriu ao longo da missão?
Lançado em 20 de novembro de 2004 para uma missão inicial de dois anos, o observatório ficou em atividade por quase 22 anos. Segundo a Nasa, ele registrou mais de 2.000 explosões de raios gama e gerou dados usados em cerca de 7.000 artigos científicos.
Em 2005, o telescópio flagrou pela primeira vez o brilho residual de uma explosão curta de raios gama, a emissão que sobra depois do evento inicial. A observação ajudou a sustentar modelos que associam essas explosões à fusão de duas estrelas de nêutrons.
Editoria:
Redação Variedades
A Redação Variedades reúne a cobertura do Clique Fatos sobre horóscopo, comportamento e curiosidades. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



