Tarifaço dos EUA reduz competitividade e inviabiliza operações do setor calçadista

A Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados) projeta uma queda de 7,1% nas exportações de calçados para os Estados Unidos devido à aplicação do novo tarifaço por parte do governo americano. mais que o dobro da estimativa anterior, que era de 3,6%.
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Haroldo Ferreira, presidente-executivo da entidade, destacou que essa tarifa adicional compromete significativamente a competitividade do produto brasileiro e inviabiliza operações que estavam se recuperando desde o fim da tarifa de 40%, em fevereiro deste ano.
Ferreira enfatizou que a medida afeta não apenas os exportadores brasileiros, mas também importadores, marcas e consumidores nos EUA, dada a interdependência comercial entre os dois países.
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Segundo a Abicalçados, a cada US$ 5 gerados pelas exportações nacionais, US$ 1 provém de embarques para o mercado norte-americano.
Desafios no mercado interno
No Brasil, Haroldo Ferreira alertou sobre a necessidade urgente de criar e aprimorar instrumentos legais que garantam maior controle e monitoramento das importações. Ele observou um aumento expressivo nas importações de calçados, especialmente provenientes da China, Vietnã e Indonésia.
Para ele, é fundamental implementar medidas de defesa comercial mais eficazes.
O presidente-executivo ressaltou que é preciso alcançar condições mais equilibradas para a concorrência no mercado interno. Ferreira lamentou a falta de suporte para a produção nacional e para os empregos gerados pelo setor calçadista.
No final da reunião com representantes do Governo Federal, a Abicalçados defendeu a continuidade das negociações diplomáticas e comerciais como forma de superar essa situação delicada. Além disso, foram apresentadas propostas emergenciais que incluem a estruturação de um Plano Brasil Soberano 3, com linhas de crédito emergencial facilitado e redução de custos para as indústrias.
Reunião produtiva com o governo
Haroldo Ferreira considerou produtivo o encontro com representantes do Governo Federal. Ele mencionou que há promessas de medidas emergenciais voltadas aos setores afetados pela nova tarifa. Contudo, ficou evidente que as iniciativas serão aplicadas conforme as particularidades de cada segmento econômico.
A nova tarifa foi resultado de uma investigação conduzida pelo USTR (Representante Comercial dos EUA), que vinha se desenvolvendo desde que Trump anunciou a primeira tarifa de 50% contra o Brasil, em julho de 2025. No começo de junho deste ano, o USTR propôs novas tarifas de 25% e determinou que políticas do governo brasileiro geram insegurança jurídica e competição desleal aos players dos EUA.
A tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros começará a valer às 00h 01 do dia 22 de julho, horário da Costa Leste dos EUA (01h 01 em Brasília.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Editoria:
Redação Economia
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