Senado aprova ampliar a licença-paternidade para até 20 dias no Brasil

Senado aprova ampliação gradual da licença-paternidade para até 20 dias, e o projeto segue para sanção presidencial.

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Foto: Reprodução
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Senado amplia licença-paternidade no Brasil com novo projeto

O Senado Federal aprovou recentemente um projeto de lei que representa um avanço significativo na legislação trabalhista brasileira, ampliando a licença-paternidade. A proposta prevê um aumento gradual no período de afastamento remunerado para os pais, elevando-o de cinco dias para até 20 dias.

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Essa medida, agora em análise pelo presidente, marca uma atualização importante em relação à Constituição de 1988, que historicamente oferecia apenas um prazo provisório de cinco dias para os pais trabalhadores.

Como funciona atualmente a licença-paternidade

Atualmente, a legislação trabalhista brasileira garante aos trabalhadores apenas cinco dias consecutivos de licença-paternidade após o nascimento ou adoção de um filho. Essa regra, em vigor desde 1988, ainda gerava debates sobre a necessidade de maior apoio aos pais nesse momento crucial.

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A expectativa é que a nova lei traga mudanças significativas para os homens, garantindo-lhes mais tempo para se dedicar aos cuidados com o bebê e fortalecer os laços familiares.

Ampliação gradual e salário-paternidade

A principal inovação do projeto é a ampliação progressiva da licença-paternidade. Inicialmente, serão concedidos 10 dias nos dois primeiros anos após a entrada em vigor da lei, seguidos por 15 dias no terceiro ano e, finalmente, 20 dias a partir do quarto ano de vigência.

Essa abordagem gradual visa facilitar a adaptação das empresas à nova regra. Além disso, o projeto prevê a criação do salário-paternidade, um benefício que garante que o trabalhador continue recebendo sua remuneração integral durante a licença, com o pagamento sendo feito inicialmente pela empresa e, posteriormente, compensado pela Previdência Social.

Flexibilidade e novas regras

Outro ponto importante do projeto é a possibilidade de fracionamento da licença-paternidade, permitindo que o pai divida o afastamento em dois períodos. A primeira parte deve ocorrer logo após o nascimento ou adoção do filho, enquanto o restante poderá ser utilizado posteriormente, dentro de um prazo de até 180 dias.

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Essa flexibilidade visa atender às necessidades específicas de cada família. O projeto também estabelece outras garantias, como a estabilidade no emprego durante a licença e por um período após o retorno, a possibilidade de extensão do afastamento em casos de internação e a ampliação do benefício em casos de crianças com deficiência.

A expectativa é que a aprovação da lei incentive maior participação dos pais nos cuidados com os filhos e contribua para um equilíbrio maior nas responsabilidades familiares.

Próximos passos

Após a aprovação no Senado, o projeto segue para sanção presidencial. Se sancionado, as novas regras entrarão em vigor, impactando a forma como os pais trabalhadores poderão conciliar trabalho e família. A expectativa é que a medida traga benefícios significativos para as famílias brasileiras, promovendo um maior equilíbrio entre vida profissional e familiar.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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