Santa Catarina vistoria 1,6 mil granjas após foco de Newcastle em perus de Nova Itaberaba
O governo de Santa Catarina começou a vistoriar mais de 1.600 propriedades rurais depois que o Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou, na segunda-feira, um caso da doença de Newcastle em uma granja de perus em Nova Itaberaba, no oeste catarinense.
A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC) identificou o foco durante uma visita de rotina.
O governo federal decretou emergência azul sanitária por 60 dias. A medida vale para Nova Itaberaba e também para os municípios vizinhos de Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.
Granja interditada e aves serão eliminadas
Equipes da CIDASC e do Ministério da Agricultura e Pecuária trabalham na propriedade afetada e em um raio de 10 quilômetros ao redor, o que inclui propriedades vizinhas. A granja está interditada, e só profissionais autorizados podem entrar.
O protocolo prevê a eliminação das aves, a limpeza e a desinfecção completa do local e o descarte de todo material que teve contato com os animais. Nas vistorias pelo estado, parte das propriedades poderá ter amostras de sangue dos animais coletadas para confirmar ou descartar a contaminação.
A CIDASC afirma que a população pode continuar consumindo carne de aves e produtos inspecionados. A recomendação é procurar estabelecimentos regularizados, com selo de inspeção sanitária.
México e Malásia suspendem compras de todo o Brasil
O caso já afeta as exportações. China, maior mercado comprador, Chile e Arábia Saudita suspenderam as compras de Santa Catarina. A restrição limitada ao estado, e não ao país inteiro, foi vista como positiva.
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O México foi mais duro e suspendeu todos os produtos avícolas brasileiros, a situação considerada mais grave até agora. A Malásia seguiu o mesmo caminho e anunciou a suspensão da importação de carnes, produtos cárneos e miúdos de aves de todo o Brasil.
Santa Catarina responde por entre 20% e 30% das exportações avícolas brasileiras. No ano passado, o país exportou 5,3 milhões de toneladas, o que rendeu cerca de 10 bilhões de dólares.
No último embargo semelhante, o Brasil deixou de vender cerca de 139 milhões de dólares ao exterior, e os produtos acabaram direcionados ao mercado interno. Na ocasião, o problema foi resolvido em cerca de 26 dias. O Ministério da Agricultura e Pecuária diz que mantém diálogo com outros parceiros comerciais para garantir transparência e avançar na adequação das exportações.
Monitoramento inclui 133 granjas por até 42 dias
Segundo o ministério, 133 granjas estão na área de monitoramento, que abrange Nova Itaberaba, Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias. As autoridades vão acompanhar a situação durante o período de incubação da doença, estimado em 21 dias.
O protocolo prevê dois ciclos de 21 dias, num total de 42 dias de acompanhamento. Pelas regras sanitárias aplicáveis ao caso, o Brasil poderá voltar a ser considerado livre da doença de Newcastle após 90 dias.
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Redação Economia
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