Otan vai deixar Ucrânia comprar armas pela agência central da aliança, diz Financial Times

Acesso pode baratear e acelerar suprimentos de defesa para Kiev em meio ao desgaste com os EUA após acordo de diesel entre Trump e Rússia.

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A Otan vai permitir que a Ucrânia adquira armas, munições e equipamentos militares pela agência centralizada de compras da aliança, segundo reportagem publicada pelo jornal Financial Times na quinta-feira (22). A medida pode tornar mais rápido e mais barato o acesso de Kiev a suprimentos de defesa.

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“Isso proporciona à Ucrânia a possibilidade de contar com uma estrutura mais organizada para aproveitar uma ampla gama de recursos que oferecemos: experiência em aquisições, serviços de apoio e acesso a uma base industrial consolidada”, afirmou ao FT Jacqueline Borsboom, diretora de apoio a operações da Agência de Apoio e Aquisições da Otan.

Acordo de diesel entre Trump e Rússia abalou relação com Kiev

O anúncio chega num momento de desgaste entre Estados Unidos e Ucrânia. As relações pioraram depois que o presidente americano, Donald Trump, fechou neste mês um acordo de exportação de diesel com a Rússia, com o objetivo de baixar o preço dos combustíveis nos EUA.

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Desde então, o governo ucraniano se queixou de interrupções no repasse de parte das informações de inteligência e no uso do sistema de satélites Starshield.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, porém, disse que uma reunião em Oslo, na terça-feira (20), terminou com um acordo para solucionar esses problemas.

Ataques russos ferem 15 pessoas e atingem metrô em Kiev

Nas primeiras horas de quinta-feira, bombardeios russos deixaram 15 pessoas feridas na capital ucraniana. Segundo autoridades de Kiev, os ataques danificaram a infraestrutura do metrô na Ponte Sul, sobre o rio Dnipro, e restringiram o tráfego no local.

A ofensiva veio logo depois de outro ataque contra a cidade, na noite de quarta-feira (21), que feriu seis pessoas.

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Na região de Kharkiv, no nordeste do país, uma mulher morreu e outras quatro pessoas ficaram feridas em um ataque russo, de acordo com o governador regional, Oleh Syniehubov, no Telegram.

Drone atinge área de energia em Kremenchuk

Um drone também acertou a infraestrutura energética na área de Kremenchuk, na região de Poltava. A informação foi divulgada no Telegram por uma autoridade local, que não deu detalhes.

Às margens do rio Dnipro, Kremenchuk é um polo industrial relevante e abriga uma das maiores refinarias de petróleo da Ucrânia. A região é alvo frequente da Rússia: em 2022, um bombardeio contra um shopping center lotado matou pelo menos 21 pessoas.

Moscou relata 630 drones enviados durante a noite

Do lado russo, duas pessoas ficaram feridas nos arredores de Moscou depois que 630 drones foram lançados em direção à capital durante a noite, segundo o prefeito Sergei Sobyanin, no Telegram. Ele afirmou que a maioria foi abatida ainda a longa distância.

Em Lipetsk, cidade que abriga uma importante siderúrgica a cerca de 400 quilômetros ao sul de Moscou, drones atingiram prédios residenciais e uma unidade de saúde. Um homem ficou ferido, informou o governador Igor Artamonov, também no Telegram.

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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