Desenrola 3.0 pode reunir até R$ 90 bilhões em dívidas e prevê descontos mínimos de 90%

O governo federal deve publicar na quinta-feira (22) o edital de chamamento para que instituições financeiras e FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) façam adesão ao Desenrola 3.0. Na véspera, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, explicou que o documento formaliza a oferta de carteiras de crédito dos bancos para compra pelo governo.
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A expectativa é que até R$ 90 bilhões sejam registrados durante o edital. Com os valores em mãos, o governo vai decidir o tamanho do leilão. Segundo o chefe da pasta, os leilões devem acontecer entre novembro e dezembro.
Bancos terão 5 dias úteis para informar carteiras
Depois da publicação, as instituições terão até 5 dias úteis para apresentar o volume de suas carteiras. Quem não se manifestar nessa etapa fica de fora da disputa.
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“Queremos entender o tamanho das carteiras e sair até o fim do mês que vem com um leilão. Todas as instituições credoras que querem participar do leilão terão que se manifestar agora”, afirmou Durigan.
O cronograma inicial previa os leilões em novembro. O ministro, porém, admitiu que o prazo pode ser alongado.
Quem pode ser beneficiado pelo Desenrola 3.0?
O programa, anunciado em setembro, é voltado a pessoas físicas e MEIs (Microempreendedores Individuais) com dívidas entre 2 e 4,5 anos. A gestão federal espera renegociar esses débitos com deságios mínimos de 90%.
Na prática, o Tesouro Nacional vai comprar dívidas antigas de consumidores com os bancos. Por se tratar de créditos de difícil recuperação, as instituições financeiras concederiam descontos elevados.
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No lançamento da nova edição, o governo projetava que até 15 milhões de pessoas poderiam ser beneficiadas.
Versões anteriores incluíram FGTS e bloqueio em apostas
A primeira versão do Desenrola saiu em 2023, primeiro ano do governo Lula (PT). Ela atendeu dois grupos: pessoas com renda mensal de até dois salários mínimos ou inscritas no Cadastro Único (Cad Único), com dívidas de até R$ 5 mil negativadas entre 1º de janeiro de 2019 e 31 de dezembro de 2022, e devedores com renda mensal de até R$ 20 mil, que negociavam diretamente com os bancos participantes.
Em maio de 2026, veio o Desenrola 2.0, também com foco na redução do endividamento das famílias. Desta vez, o governo autorizou o uso do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar débitos. Podiam participar famílias com renda de até 5 salários mínimos (R$ 8.105), com dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e atraso entre 90 dias e 2 anos, nas modalidades cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).
Quem aderiu à segunda versão teve o CPF bloqueado em casas de apostas por 12 meses. A avaliação do governo Lula (PT) é que as apostas impulsionaram o endividamento das famílias.
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Redação Economia
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