Saudi Aramco manda funcionários deixarem sede em Dhahran após ataque perto com dois mortos
A Saudi Aramco, estatal petrolífera da Arábia Saudita, mandou seus funcionários deixarem a sede da empresa em Dhahran e passarem a trabalhar de casa, segundo seis pessoas a par do assunto ouvidas na quinta-feira (22). A ordem veio um dia depois de um ataque a um aeroporto próximo deixar dois mortos.
É a primeira vez que a Aramco pede a retirada da sede desde o início do conflito envolvendo o Irã. O motivo específico da decisão não ficou claro. Procurada, a empresa não respondeu de imediato ao pedido de comentário.
Sede já havia sido atingida pelos Houthis
No início deste mês, o grupo Houthi, do Iêmen, alinhado ao Irã, atingiu o prédio da companhia e provocou um incêndio que se alastrou por vários andares. O relato foi feito à agência de notícias Reuters por três pessoas com conhecimento direto da situação, que falaram em danos extensos.
O edifício abriga um centro de operações estratégico. É de lá que a maior empresa de petróleo do mundo acompanha plataformas em terra e no mar, refinarias, terminais de exportação e milhares de quilômetros de oleodutos e gasodutos.
Ataques deixam mortos em Dammam e Shaybah
O ataque ao Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam, polo petrolífero na região leste do país, ocorreu na noite de quarta-feira (21). Segundo a Autoridade Geral de Aviação Civil saudita, que divulgou o balanço na quinta-feira, duas pessoas morreram e oito ficaram feridas.
Em outro episódio, também na quarta-feira, duas pessoas morreram depois que as defesas aéreas sauditas interceptaram um drone que tentava atingir uma instalação no campo petrolífero de Shaybah. A unidade pertence à Aramco e fica a centenas de quilômetros a sudeste, de acordo com o Ministério de Energia.
A Arábia Saudita tem revidado com uma série de ataques contra locais de lançamento de mísseis e diz ter interceptado diversos mísseis balísticos disparados pelos Houthis. O governo reafirma o compromisso de proteger o reino.
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O reino tenta ampliar o apoio de aliados à campanha contra o grupo, com o objetivo de conter os ataques com mísseis e drones. Washington, principal aliado saudita e garantidor histórico de sua segurança, tem resistido até agora a se envolver diretamente na guerra contra os Houthis.
Na quarta-feira, autoridades americanas disseram à Reuters que o Departamento de Estado determinou a saída de alguns diplomatas e seus familiares das missões no país. O órgão também planeja retirar familiares de funcionários lotados em outras missões dos EUA na região.
Nos últimos meses, Washington vinha reenviando parte do pessoal diplomático à região. Muitos haviam sido retirados quando Teerã atacou instalações americanas, após o início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã, no final de fevereiro.
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