Toffoli e Estela Aranha cobram propostas, não ataques, na reta final da eleição de 2026

Ministros do TSE liberaram, por maioria, propaganda da coligação de Lula contra Flávio Bolsonaro, com rosto borrado, em meio ao “desafio dos sigilos”.

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Sessão plenária do TSE – 20/10/2026
Sessão plenária do TSE – 20/10/2026

Os ministros Dias Toffoli e Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), criticaram na quinta-feira (22) o volume de acusações criminais nas campanhas eleitorais deste ano. Em sessão plenária, os dois defenderam que o debate gire em torno de propostas e projetos políticos, e não de ataques pessoais.

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As falas vieram durante o julgamento de uma ação contra uma propaganda da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por maioria, a corte liberou a veiculação da peça, com uma condição: o rosto de uma das mulheres exibidas deveria ser borrado.

Toffoli chama propaganda negativa de “vergonhosa”

Toffoli foi duro. “Essa propaganda negativa desconstrói a necessidade de projetos políticos de nação. Ficar falando fulano é isso, ciclano é aquilo, amigo de fulano fez isso, assessor de fulano fez isso… isso não é campanha eleitoral. Me desculpe, mas isso é vergonhoso”, disse o ministro.

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Estela Aranha seguiu na mesma linha e contou que o TSE tentou conversar com as campanhas dos candidatos sobre o assunto. “Se a propaganda eleitoral virar acusações de participação em crime organizado, não temos campanha eleitoral. Isso não pode ser o foco dos debates, até porque, se os candidatos estão com o registro de candidatura aprovado na justiça eleitoral, é porque não são faccionados”, afirmou.

A ação foi movida por uma colega de Flávio Bolsonaro (PL). A propaganda reproduzia a frase “Flávio é amigo de bandido, amigo de meliante” e, logo depois, mostrava uma foto de um grupo do qual ela fazia parte.

Campanhas vão ao TSE em meio ao “desafio dos sigilos”

As declarações coincidem com a repercussão do chamado “desafio dos sigilos”, tema que domina a reta final da disputa presidencial. Na manhã de quinta, as campanhas de Lula e Flávio foram ao TSE para acompanhar o que a equipe do presidente apresentou como o protocolo da resposta às condições impostas pelo senador.

Lula lançou o desafio no debate da Band, no domingo (18). Na terça (20), entregou ao TSE e ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma autorização para abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico e os de seus familiares dos últimos oito anos, desde que o adversário fizesse o mesmo.

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Na quarta, em petição ao TSE dirigida ao ministro André Mendonça, Flávio classificou a oferta como “gaveta vazia”. Segundo ele, o patrimônio do rival não está em nome do presidente, mas no de terceiros.

O que Flávio Bolsonaro exige de Lula

O senador autorizou a quebra dos próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, incluindo os de empresas das quais é sócio ou administrador. Também disse não se opor à abertura das mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Em troca, apresentou uma lista de exigências. Quer a abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, além de documentos sobre as relações do governo com Vorcaro e com a lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso INSS.

Flávio cobrou ainda os gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023 e a agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025, quando a primeira-dama passou a divulgá-la. Pediu também informações sobre visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada, o uso de helicóptero e as despesas do palácio.

Pela campanha petista, o senador Camilo Santana (PT-CE) afirmou que o presidente aceitará todas as condições, desde que Flávio também cumpra a sua parte.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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