EUA tiram diplomatas da Arábia Saudita pouco depois de mandá-los de volta ao Golfo

Ordem vale para funcionários não essenciais e familiares após ataques dos Houthis, apoiados pelo Irã, a aeroportos civis sauditas, incluindo o de Riade.

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Fumaça e chamas se elevam do Aeroporto Rei Khalid, depois que os Houthis do Iêmen afirmaram terem atacado o aeroporto, em Riad. Redes sociais/via REUTERS
Fumaça e chamas se elevam do Aeroporto Rei Khalid, depois que os...
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O Departamento de Estado dos Estados Unidos determinou a saída de parte dos diplomatas e de seus familiares das missões americanas na Arábia Saudita, segundo autoridades norte-americanas ouvidas pela Reuters. A medida ocorre em meio a ataques dos Houthis, grupo do Iêmen apoiado pelo Irã, contra alvos civis no país.

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O governo de Donald Trump também planeja retirar familiares de outras missões dos EUA no Golfo Pérsico, de acordo com as mesmas fontes. Quatro autoridades disseram à agência que representações americanas em outros países da região estariam ordenando a saída de parentes dos funcionários.

Tommy Pigott cita ataques a aeroportos civis

Em uma postagem no X, o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, afirmou que a ordem de saída vale parafuncionários não essenciais do governo dos EUA e seus familiares apenas na Arábia Saudita“. Ele não comentou eventuais mudanças em missões fora do país.

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Para justificar a decisão, Pigott apontou a escalada da ofensiva do grupo iemenita. “Os Houthis, apoiados pelo Irã, têm se envolvido cada vez mais em hostilidades contra a Arábia Saudita, incluindo ataques a aeroportos civis e outras infraestruturas críticas, resultando em vítimas civis e graves interrupções nas viagens”, disse.

A embaixada dos EUA em Riade emitiu um alerta de segurança na quarta-feira (21) sobre a possibilidade de novos ataques dos Houthis ao território saudita. O aviso veio depois de ofensivas recentes com mortos, entre elas uma contra o aeroporto de Riade.

Diplomatas haviam voltado à região nos últimos meses

A nova retirada ocorre pouco depois de o governo Trump ter mandado de volta ao Golfo parte do corpo diplomático. Muitos funcionários tinham deixado a região quando o Irã lançou ataques de retaliação contra instalações norte-americanas.

Essas ofensivas iranianas vieram após o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, no final de fevereiro.

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