Rodrigo Pacheco critica decisão dos EUA de classificar PCC e CV como terroristas

Ex-presidente do Senado diz que a medida banaliza o conceito de terrorismo e defende o combate às facções com instrumentos legais brasileiros

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Foto: Reprodução
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Rodrigo Pacheco reage à classificação de organizações criminosas como terroristas

O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) manifestou sua discordância em relação à decisão do Departamento de Estado dos Estados Unidos de classificar duas organizações criminosas como “terroristas globais especialmente designados”.

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A medida foi anunciada na quinta-feira, 28 de maio de 2026, e entrará em vigor a partir de 5 de junho.

Críticas à classificação e banalização do terrorismo

Em declarações após participar do Seminário Lide Inovação e Tecnologia em São Paulo, o ex-presidente do Senado argumentou que a classificação “banaliza” o conceito de terrorismo, considerando que não contribui efetivamente para o combate ao crime organizado.

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Pacheco enfatizou que as organizações criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho, possuem motivações distintas, focadas em lucro e aspectos financeiros, o que as diferencia das características tradicionais do terrorismo.

Foco no combate legal e constitucional

O senador ressaltou a importância de utilizar os instrumentos legais e constitucionais do Brasil para combater essas facções. “A soberania nacional precisa ser preservada”, afirmou, defendendo que a classificação por parte de um país estrangeiro deve ser avaliada e tratada pelas autoridades brasileiras.

Ele espera que o Ministério das Relações Exteriores, por meio do Itamaraty, conduza as negociações com os Estados Unidos e outros países que possam auxiliar no combate ao crime organizado.

Divergências com a decisão americana

Pacheco considerou a decisão como “equivocada”, argumentando que a classificação das organizações criminosas como terroristas não é o caminho mais assertivo para combater o crime organizado. Ele enfatizou que as facções criminosas possuem objetivos financeiros e econômicos, utilizando métodos criminosos para alcançar seus objetivos, o que as distingue das organizações terroristas tradicionais.

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Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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